

Em 25 de janeiro de 2022, Balsa Nova completa seus 61 anos de emancipação política. Localizado na região metropolitana de Curitiba, o município possui um total de 13.238 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 2021.
Nesses 61 anos, Balsa Nova representa orgulho para os moradores, com o grande potencial econômico, turístico e rural, é um dos municípios paranaenses que mais cresceram, nos últimos anos.
No setor industrial, destaca-se a Companhia de Cimento Itambé, com o fornecimento de produtos para construtoras, concreteiras, revendedores, indústrias de artefatos de cimento e de fibrocimento.
A Ingredion Brasil (antiga Corn Products), localizada em Balsa Nova, é pioneira, no Brasil, na conquista da certificação ISO 22000 – referente à segurança dos alimentos – e segunda no mundo. A unidade industrial realiza o processamento de diferentes tipos de milho.
Outro empreendimento, o Frigorífico Bizinelli, chegou a Balsa Nova trazendo mais empregos e desenvolvimento ao município, com uma marca representativa no segmento de derivados de suínos, no Paraná.
Quanto ao setor de ecoturismo, Balsa Nova abriga o Parque Manancial – com rica flora e fauna; além da área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana (APA), que protege 70% da área do município envolvendo São Luiz do Purunã, em sua totalidade.
No turismo cultural, ganha destaque a Ponte do Rio dos Papagaios, construída em dois arcos de alvenaria de pedra. A ponte é considerada um monumento de engenharia nacional.
São opções de turismo de lazer o Recanto dos Papagaios, com piscinas naturais; e o Recanto dos Arcos, onde está a famosa Cachoeira do Alemão.
REPRESENTANTES

Gestão 2021-2024
Os representantes do Poder Executivo de Balsa Nova são Marcos Antônio Zanetti (prefeito) e Anderson Büllow (vice-prefeito).

O Poder Legislativo do município é representado pelos vereadores Ernani Bubniak (presidente da Câmara); Jocemir Favaro; Nélio José Chiquito; João Carlos da Luz; Joel Bathke; Adalton Portela Franco; Clever Aparecido Iavolski Poletto; Reinaldo José Franco Filho e Valmir José Matoso.
FERIADOS

Em Balsa Nova, são feriados municipais a comemoração do aniversário da emancipação política do município (dia 25 de janeiro) e o dia do padroeiro de Balsa Nova, Senhor Bom Jesus (06 de agosto).

HINO
Tua gente sempre acolhedora,
Tem no peito a semente da amizade,
Tem nos olhos luz reveladora
De um povo feliz de verdade.
Balsa Nova cidade criança, teu futuro é riqueza e bonança. (refrão)
O teu gado e toda a plantação
Dos teus campos compõem novo desenho
E revelam nobre coração:
De paz, de esperança, de empenho.
Balsa Nova cidade criança, teu futuro é riqueza e bonança. (refrão)
O teu chão fecundo, abençoado
O Iguaçu e Papagaio vem banhar,
E tuas matas trazem bom recado:
"Progresso é da vida cuidar".
Balsa Nova cidade criança, teu futuro é riqueza e bonança. (refrão)
BANDEIRA E BRASÃO
Bandeira - A cruz latina é o símbolo da Fé, uma das três virtudes teológicas é a imagem da humildade e de fraternidade entre os homens, lembra o instrumento de suplício ou o madeiro onde Jesus Cristo foi pregado; é o símbolo da religião cristã e de redenção para os cristãos. O vermelho escuro da cruz latina é o símbolo heráudico de devoção, autoridade, grandeza, majestade e triunfo. O branco do retângulo é o símbolo da paz, amizade, pureza, inocência, felicidade, integridade, eqüidade, verdade. O azul escuro é o símbolo heráldico da justiça, nobreza, perseverança, dignidade, perfeição... A estrela de cinco pontas representa simbolicamente o município de Balsa Nova. É também o símbolo de autodeterminação, guia seguro e aspiração a coisas superiores e a ações sublime.

Brasão - O azul escuro do escudo é a cor simbólica da justiça, nobreza, perseverança, dignidade, vigilância, firmeza incorruptível. O vermelho escuro para o chefe do escudo, lembra a capa romana com a qual foi coberto Nosso Senhor, após a flagelação. A coroa de espinhos atravessada por uma cana são atributos simbólicos do Senhor Bom Jesus. O besante representa simbolicamente moeda e prata (ou de ouro) e por essa razão é sempre de metal. O besante era usado pelos Cruzados em seus escudos, como sinal de terem lutado na Palestina, em defesa do Cristianismo. As três estrelas de cinco pontas do mesmo tamanho, em metal prata, alinhadas no centro do escudo simbolizam os três fundadores do Município: Ana de Oliveira Chaves, Mathias Vieira de Alvarenga e Euzébio Pereira dos Anjos. As sete faixas ondadas, representam os sete rios que banham o Município: Rio Iguaçu, Itaqui, Verde, Tortuoso, Das Mortes, Assunguí e dos Papagaios. A coroa mural de cinco torres, em metal prata, como portões e janelas de sable (preto) é privativo de cidade (não capitais de Estado). Os dois suportes representados por um ramo de batata florida (batata inglesa) e por um ramo de milho espigado, ambos em sua cor, lembram as duas principais culturas agrícolas. As rodas de dentadas, em metal ouro, na parte inferior do escudo ligadas aos dois suportes, simbolizam a atividade econômica que existe no Município: a indústria (1º lugar), a agrícola (2º lugar) e o comércio (3º lugar). A cor ouro para as rodas dentadas é o símbolo heráldico de fé, riqueza, poder, solidez, prosperidade, constância, amor. A abreviatura cronológica “25-01-1961”, na ponta em flâmula, à direita, indica a data de criação do Município e a abreviatura cronológica “04-11-1961”, na ponta da flâmula, à esquerda, indica a data de sua instalação, com a posse do primeiro prefeito municipal.

HISTÓRIA

A denominação de Balsa Nova origina-se da construção de uma balsa feita por Galdino Chaves no ano de 1891, com o objetivo de cruzar o Rio Iguaçu, que corta o município.
A localidade teve origem no Tamanduá, que passou a servir de passagem para as tropas vindas do Sul, que conduziam gado até São Paulo e tinham São Luiz do Purunã como local de descanso. Com essa atividade, o município foi inserida na Rota dos Tropeiros.
Balsa Nova também foi caminho para a trilha indígena pré-cabraliana “Caminho do Peabiru”, que vinha de São Paulo e passava pelo Paraná, por Campo Largo e Curitiba, seguindo pelas cabeceiras dos rios Ribeirinha e Açungui, até chegar ao destino final, que era o Paraguai e o Peru, onde seguiam para a costa do Oceano Pacífico. O Caminho do Viamão também teve sua passagem pela terra hoje chamada de Balsa Nova. O caminho ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul, com passagem por São Luiz do Purunã.
O Capitão Tigre foi proprietário da Fazenda Tamanduá. Sua esposa não teve filhos e, portanto, sem herdeiros, doou seus bens para os padres Carmelitas, inicialmente com uma capelinha de madeira em louvor a Nossa Senhora da Conceição. Em 1730, a pequena capela foi substituída por outra de pedra, um importante testemunho arquitetônico, histórico e religioso, tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1970. Foi a construção da capela que deu origem ao povoado do Tamanduá.
O pequeno povoado, completamente isolado, não possuía comunicação com outras localidades por estradas ou rodovias. Tamanduá foi o 1º núcleo urbano de Balsa Nova e, localizado às margens do Rio Iguaçu, a única saída era utilizar pequenas canoas para travessia do Rio Iguaçu. A passagem era feita através do Porto do Roque, construído por Domingos Soares, com a utilização de balsas precárias. No ano de 1891, surgiu uma nova balsa, mais segura e tracionada por correntes. Com o surgimento da embarcação, a população começou a chamar aquele pequeno povoado de Balsa Nova.
Com a influência política de João Eugênio a localidade recebeu o seu nome em 1938. João Eugênio tinha uma grande serraria em Balsa Nova, instalada na região no ano de 1905.
Em 12 de maio de 1954, por pressão popular, a localidade voltou a se chamar Balsa Nova. Em 25 de janeiro de 1961, o então distrito de Campo Largo, foi desmembrado e tornou-se o município de Balsa Nova. Fotos: divulgação/PMBN.
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