

As mães ensinam às crianças: "mentira tem pernas curtas", e as consequências de uma história não verdadeira podem ser graves. Mas, no dia 1º de abril, o Dia da Mentira, pessoas de todo o mundo brincam umas com as outras, contando lorotas.
A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes durante as noites, duravam uma semana, terminando exatamente em 1º de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei da França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano se iniciaria a 1 de abril. Então alguns começaram a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou “A Mentira”, um periódico lançado no 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. O impresso saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
E aí, já pensou em quem vai pregar uma peça hoje? Ah, outra coisa, ano eleitoral: cuidado com as Fake News.
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