

As pessoas conversam sobre o atual momento político que é de pré-campanha de postulantes a cargos eletivos, em especial, aos pretendem um cargo de deputado federal ou deputado estadual. Muitos agentes políticos ou mesmo, como diziam antigamente, cabos eleitorais, já, estão se movimentando pelos municípios para projetar os futuros candidatos. O sucesso depende da aceitação dos nomes e até mesmo, do currículo bem apresentado e divulgado. O resultado positivo não depende do maior número de votos numa chapa proporcional. O eleitor, em 2 022, deve analisar os candidatos e seus partidos para então depositar o voto coma esperança de que dias melhores surgirão pela atuação nos parlamentos federal e estadual. O cidadão emite as suas opiniões, mas precisará estudar a atual legislação eleitoral. Os comentários sobre a extinção das coligações apontam que muitos pré-candidatos, mesmo com boa votação, não terão chance. O eleitor que não quiser “perder o seu voto” deve encaminhar o voto útil. Cada município tem suas pretensões político partidárias conforme o colegiado que está exercendo o poder municipal, prefeito e vereadores. Em alguns destes municípios existem os candidatos locais que podem apresentar um resultado promissor mais próximo do eleitor quando no exercício do mandato. As campanhas em candidatos locais devem eclodir após os registros das candidaturas oficiais e o início das campanhas eleitorais. As pré-campanhas passam a ser importantes para o eleitor, tanto para conhecer os futuros candidatos como, também, a suas propostas em benefício da população de um modo geral. Muito debate popular para as melhores escolhas. Nem sempre os mais votados serão eleitos depende das chapas proporcionais elaboradas pelos partidos.
Cenário
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Nas últimas eleições, Campo Largo sempre apresenta candidatos a deputado estadual, em alguns momentos com sucesso. O que poderia ser uma constante, fica prejudicado pela falta de união política partidária. O processo coloca frente a frente os adversários políticos e nas últimas décadas com a fragmentação ocorrida com a proliferação de partidos, a questão ficou mais complicada. Os partidos de antes, viraram grupos e agora, por assim se dizer são, apenas, bolhas envolvendo alguns nomes. Na história política do município, muitos votos são destinados para candidatos de fora, de outros municípios e alguns que nunca puseram os pés na Terra da Louça. Em 2 022, a rivalidade eleitoral coloca, a princípio, frente a frente dois candidatos com grande potencial. Christiano Puppi (PP-11) e Jean Naiser (Agir-36). O currículo de cada um já está em debate.
Cenário II

Como Campo Largo nunca elegeu um deputado federal, uma análise precisa ser feita. O município tem potencial para eleger um parlamentar para a Câmara dos Deputados, em Brasília. Com um colégio eleitoral de 90 mil eleitores, isto pode ser possível, em teoria. Muitos, já, tentaram, mas tiveram votos insuficientes dentro das suas chapas proporcionais. Pelas correntes partidárias atuais, Capitão Alves (PSDB) e o vereador André Gabardo (Podemos) estão colocados como pré-candidatos a deputado federal. Um raciocínio interessante, o que se perde de votos em casa, terá que ser compensado com votos fora de casa.
Cenário III
A presença feminina na eleição de 2022 está sendo estimulada pelas alterações da legislação eleitoral. A Força da Mulher na Assembleia Legislativa do Paraná precisa ser fortalecida dentro das regras eleitorais. No Paraná, são poucas as mulheres que se elegem ao parlamento estadual. Os partidos tem a obrigação de inserem até 30% (trinta por cento) de mulheres nas chapas em relação aos homens. Em Campo Largo, pelas últimas manifestações, já, são conhecidas duas pré-candidatas a deputada estadual. Pelo PSDB, a suplente de vereador Andressa Santos e a ex-vereadora Fernanda do Nelsão (MDB). Com o passar dos dias outras podem se manifestar ou serem apresentadas nas dobradinhas de estadual e federal.
Partido

As diretrizes político partidárias do União Brasil para Campo Largo, ainda, não projetam uma pré-campanha de algum candidato no município. O União Brasil é a fusão do PSL com o Democratas. O prefeito Maurício Rivabem(ex-PSL) tem nesta nova composição ao seu lado, os vereadores Dr. João Freita (ex-PSL), Pedrinho Barausse (ex-DEM), Marcio Beraldo (ex-DEM) e João d’Água (ex-DEM). Uma força eleitoral considerável.
Partido II

O vereador Alexandre Guimarães (PSD) não deve se lançar candidato para uma vaga da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele foi o último deputado eleito por Campo Largo para o Legislativo Estadual. Como presidente municipal do seu partido, aponta que trabalhará pela reeleição do governador Ratinho Jr. e pelas chapas de candidatos de seu partido. Isto sem atrapalhar os candidatos locais. O apelo a sua base eleitoral pode apontar um novo horizonte.
Na Caminhada
Os pré-candidatos para a eleição de 2022 estão na caminhada. A maior dificuldade não está em pedir votos. O grande obstáculo desta eleição é o prenúncio de uma abstenção em massa, além dos votos nulos e em branco. Não se pode ignorar que o atual quadro econômico do país, estimulará ou não, o humor dos eleitores. Em levantamentos recentes, as projeções indicam que mais de trinta por cento (30%) dos eleitores cadastrados deixaram de votar em candidatos e legendas.
Federação
Até 31 de maio de 2022, os partidos políticos podem confirmar suas federações. Esta é a maior novidade para a eleição de 2022, onde os partidos formalização uma união que vigorará por quatro anos. Até o presente momento, PT-PV-PCdoB confirmaram este novo modelo que deverá ser homologado na justiça eleitoral. O PSB que poderia se juntar, optou por ficar de fora. Uma federação pode fazer coligação majoritária com outros partidos, como se fosse uma sigla só. As nuvens mudam de formato a cada instante e nos bastidores muitos acertos podem ocorrer até o final de mais um prazo.
Linha de Corte
Para preencher as vagas legislativas, cada partido poderá indicar candidatos em suas chapas, na quantidade de cadeiras existentes mais um. No Paraná, este número é, na chapa para deputado federal , de 30 + 1 = 31 e na chapa para deputado estadual, de 54 + 1 = 55, onde se deve promover a presença feminina de 30% (trinta por cento), com exclusividade, as ditas cotas, não podendo, em hipótese nenhuma, ser preenchida pelo sexo oposto. Os partidos com suas chapas precisam atingir o quociente eleitoral que varia conforme o número de votos válidos. No caso de sobras de vagas, após o primeiro cálculo, estas só podem ser preenchidas por candidatos cujas chapas tenham atingido pelo menos 80% (oitenta por cento) do quociente eleitoral. Estes dois pontos foram alterados da eleição de vereadores para a eleição de deputados. Muita gente boa pode ficar de fora, mesmo com votação expressiva, onde os partidos com número maior de candidatos poderá se beneficiar. Nunca esquecendo que cada candidato para se eleger precisará obter uma votação acima dos 10% (dez por cento) do quociente eleitoral. O clima ficará quente nos quarenta e cinco dias de campanha eleitoral.
Perguntas da semana:
01 – Quantos partidos indicarão candidatos a deputado, por Campo Largo? Podem surgir mais de dez postulantes.
02 – Será que Campo Largo elege um deputado federal, em 2022? Na história, o município não teve parlamentar na Câmara dos Deputados.
03 – Como ficarão as dobradinhas de candidatos a deputado? Um de um partido e outro de outro partido. Algo novo no ar político.
04 – O que são candidaturas coletivas? Um nome pelos demais em acordo coletivo.
05 – Será que todos os partidos terão chapas de deputados completas? Quanto mais candidatos, mais votos.
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