
Maldita bebida!

Causadora da maioria dos acidentes
Quando há um motorista sem noção
Dirigindo orgulhosamente um ônibus
Um carro de passeio ou um caminhão
Ou ainda alguém pilotando uma Moto
E até uma carroça ou ainda um avião
E mesmo sem estar dirigindo nada
Apenas dentro de casa num sofá
Dormindo e roncando o dia inteiro...
Ou sem fazer nada, de boca fechada
Ou quando abre não serve pra nada
Só pra criticar, ou se engrandecer
Que é o TAL, que faz e acontece
Que é um exemplo de cidadão
Quando na verdade não larga
O maldito copo de pinga da mão
Sem falar na falta de palavra
Afirmando que só bebe por lazer
Comprando inúmeras garrafas
De bebidas caras só pra dizer
Que tem dinheiro de sobra na carteira
Que só mesmo os pobres irão adoecer
Destruirão seus casamentos de anos
E farão seus familiares muito sofrer
Sem falar também que só os descuidados
E os sem habilitação é que irão morrer
Quando na verdade são os bêbados
Que andam pelas estradas desse mundo
Agarrados ao volante, desenhando nas pistas
Morrendo abraçados em postes sem perceber
Enquanto suas esposas em casa estão a rezar
Para que seus cônjuges voltem para casa
Sem que matem inocentes que estão a passear
Pois, a vida de todos até pode se prolongar
Embora a vontade Divina se passe a respeitar
Existe também o nosso livre arbítrio
Quanto as escolhas de cada um
E a quem devemos valorizar
Senão a própria existência... mas
Àqueles que só fazem os prestigiar
Confiando que um dia seus alcoólatras
Passarão de algum modo a se conscientizar
Que tirar a vida dos outros nas estradas
Por causa de um copo de bebida
Ingerida de forma e na hora errada
Para o cemitério ou prisão os poderá levar
Triste realidade em meio a população
E também que se apresenta diariamente
Através dos noticiários pela televisão
Acabando com ótimos relacionamentos
Por causa do maldito copo na mão
Acabando com diálogos inteligentes
E fazendo a família passar vergonha
Também no meio da multidão
Não aceitando jamais se tratar
Pois, é melhor por vítima se passar
E depois que o fulano acaba falecendo
Certas famílias passam a enaltecer
Perante aos que nunca o conheceram
Como se fosse um exemplo de cidadão
Tudo por vergonha de assumir
Que tinha ao seu lado um beberrão
Quando na verdade o sujeito não merecia
Nem o próprio caixão
Por maltratar a vida toda
Quem por ele tinha verdadeira paixão
E assim tapam o sol com a peneira
Para disfarçar uma vida de decepção
Isso tudo é a realidade mundial
Não é apenas ficção
Alice Gödke
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