Poesias de Alice 15/07/2022- Maldita bebida!

Postado por admin 15/07/2022 0 Comentários Poesias de Alice,

 

Maldita bebida!

 

 

Causadora da maioria dos acidentes

Quando há um motorista sem noção

Dirigindo orgulhosamente um ônibus

Um carro de passeio ou um caminhão

Ou ainda alguém pilotando uma Moto

E até uma carroça ou ainda um avião

 

 

E mesmo sem estar dirigindo nada

Apenas dentro de casa num sofá

Dormindo e roncando o dia inteiro...

Ou sem fazer nada, de boca fechada

Ou quando abre não serve pra nada

Só pra criticar, ou se engrandecer

Que é o TAL, que faz e acontece

Que é um exemplo de cidadão

Quando na verdade não larga

O maldito copo de pinga da mão

 

 

Sem falar na falta de palavra

Afirmando que só bebe por lazer

Comprando inúmeras garrafas

De bebidas caras só pra dizer

Que tem dinheiro de sobra na carteira

Que só mesmo os pobres irão adoecer

Destruirão seus casamentos de anos

E farão seus familiares muito sofrer

Sem falar também que só os descuidados

E os sem habilitação é que irão morrer

 

 

Quando na verdade são os bêbados

Que andam pelas estradas desse mundo

Agarrados ao volante, desenhando nas pistas

Morrendo abraçados em postes sem perceber

Enquanto suas esposas em casa estão a rezar

Para que seus cônjuges voltem para casa

Sem que matem inocentes que estão a passear

 

 

Pois, a vida de todos até pode se prolongar

Embora a vontade Divina se passe a respeitar

Existe também o nosso livre arbítrio

Quanto as escolhas de cada um

E a quem devemos valorizar

Senão a própria existência... mas

Àqueles que só fazem os prestigiar

Confiando que um dia seus alcoólatras

Passarão de algum modo a se conscientizar

Que tirar a vida dos outros nas estradas

Por causa de um copo de bebida

Ingerida de forma e na hora errada

Para o cemitério ou prisão os poderá levar

 

 

Triste realidade em meio a população

E também que se apresenta diariamente

Através dos noticiários pela televisão

Acabando com ótimos relacionamentos

Por causa do maldito copo na mão

Acabando com diálogos inteligentes

E fazendo a família passar vergonha

Também no meio da multidão

Não aceitando jamais se tratar

Pois, é melhor por vítima se passar

 

 

E depois que o fulano acaba falecendo

Certas famílias passam a enaltecer

Perante aos que nunca o conheceram

Como se fosse um exemplo de cidadão

Tudo por vergonha de assumir

Que tinha ao seu lado um beberrão

Quando na verdade o sujeito não merecia

Nem o próprio caixão

Por maltratar a vida toda

Quem por ele tinha verdadeira paixão

E assim tapam o sol com a peneira

Para disfarçar uma vida de decepção

Isso tudo é a realidade mundial

Não é apenas ficção

 

                                        Alice Gödke

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