

Votar ou não votar, eis a questão. Parafraseando Shakespeare, o eleitor brasileiro passa a ser estimulado a ir às urnas no dia 02 de outubro. O assunto atinge os candidatos que buscam um vaga nos cargos eleitos em disputa na eleição de 2022. Com os índices de abstenção cada vez maiores, os candidatos precisam cativar de uma forma ou de outra os eleitores, para que os mesmos se dirijam as urnas e coloquem lá os seus votos. Eis a questão, muitas pessoas estão decepcionadas com as ações dos governos e dos políticos, em geral. Os candidatos que já possuem certa popularidade ou possuem mandato tem mais possibilidades de garantir o voto. Uma verdade se verifica nas indicações partidárias para concorrer aos cargos. Só aqueles candidatos apresentados pelos partidos e registrados na justiça eleitoral podem ser escolhidos e votados. Os eleitos serão os futuros governantes. Então isto passa a ser como nas compras em supermercado, o eleitor só pode comprar aquilo que está nas prateleiras. O contingente de eleitores que não tem ido as urnas é bem grande. Para alguns cargos, os não votantes ultrapassam os 25% (vinte e cinco por cento) ou seja, a posição de um quarto dos eleitores não será levada em consideração. Numa outra linha, uma quantidade de votos, em branco ou nulos, pode representar uma posição contrária ao modelo existente. No caso de eleição majoritária, em 2022, de presidente e de governador, se o mais votado não atingir a metade mais um dos votos válidos, ocorre o segundo turno. Já, para o cargo de senador, o mais votado leva a vaga que representa a renovação de um terço dos membros do Senado Federal, por estado. O assunto fica bem mais complexo quando de trata da eleição de deputados. O eleitor precisa considerar que nem sempre os mais votados preenchem as vagas. A eleição de deputado ou para os legislativos, federal e estadual, é proporcional e de maior interesse dos partidos. Principalmente, a eleição de deputados federais, pois as maiores decisões da gestão do país, passam pela Câmara dos Deputados. A população, de um modo geral, tem que se manifestar e escolher os melhores representantes, pois depois das leis aprovadas, não adianta reclamar do presidente ou dos ministros da STF. As leis e as decisões de governo são elaboradas e aprovadas no Congresso Nacional.
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