Casos de Monkeypox aumentam e isolamento durante a fase de transmissibilidade é fundamental

Postado por admin 11/09/2022 0 Comentários Saúde,

 

Em geral, o tratamento é realizado em ambiente domiciliar, com o controle dos sintomas

 

Desde o primeiro caso confirmado de Monkeypox, o número de pessoas contaminadas aumentou diariamente em todo o mundo. “Apesar de a doença não evoluir na maioria dos casos, imunodeprimidos, gestantes e crianças menores de oito anos têm maior propensão de desenvolver formas mais graves, que incluem pneumonite, encefalite, infecções nos olhos ou mais de 100 lesões na pele. No entanto, a letalidade da Monkeypox relatada no surto atual parece inferior a 1%, mas são necessários mais dados para conclusões definitivas” explica a Dra. Daniela Bergamasco, infectologista do Hcor.

As principais manifestações são febre, dor no corpo, aumento de gânglios e/ou aparecimento de lesões na pele ou nas mucosas da boca e na região anal ou dos genitais. “Chamam a atenção no surto atual casos com poucas lesões. As lesões progridem, no geral, dentro de duas semanas. Apenas após a queda das crostas e a recuperação total da pele onde estavam é que o paciente deixa de infectar outras pessoas, o que ocorre entre duas e quatro semanas, em média. De modo geral, na maioria dos casos, não há indicação de terapia específica, apenas cuidados com as lesões e medicamentos para controle de sintomas como dor e febre”, ressalta a especialista.

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato próximo ou íntimo com lesões ativas, mas também pode acontecer por gotículas respiratórias. Para evitar a disseminação da doença, o paciente recebe orientações sobre os cuidados. “É indicado o isolamento domiciliar e social, não compartilhar itens potencialmente contaminados, como copos, talheres, vestuário, toalha e roupa de cama. As superfícies e objetos tocados devem ser rotineiramente limpos. Se, realmente, houver necessidade de manter contato próximo, como ao buscar assistência médica, é preciso utilizar roupas que cubram todas as lesões e máscara cirúrgica cobrindo adequadamente a boca e o nariz”, informa. A infectologista destaca que qualquer mamífero pode ser infectado pela Monkeypox, portanto, é preciso também evitar o contato com animais de estimação.

Mesmo após a plena recuperação das lesões, ainda é preciso ter cuidado. “Como algumas evidências apontam para a possibilidade de isolamento do vírus a partir do sêmen e das secreções dos órgãos sexuais, por precaução, as pessoas que já saíram do isolamento devem manter o uso do preservativo por 12 semanas”, reforça a Dra. Daniela.

Quando procurar atendimento médico?

Sempre que houver sinais e sintomas da doença, para realizar o diagnóstico adequado e seguir com as orientações específicas.

Quando procurar o pronto-atendimento?

Se houver agravamento dos sintomas, com febre persistente, saída de secreção purulenta das lesões e alteração no nível de consciência, por exemplo.

Como é o diagnóstico?

São realizadas coletas de amostras das lesões com o uso de swab ou das crostas por profissional da saúde. Havendo suspeita, o paciente precisa manter o isolamento social.

 

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