

A Procuradoria Especial da Mulher realizou, no dia 19/10, uma palestra sobre a identificação e atuação contra a violência doméstica, direcionada a agentes comunitárias de saúde. O evento, que aconteceu na Câmara de Campo Largo, contou com a participação do prefeito municipal, Maurício Rivabem; da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Márcia Fabiani Botelho; da Dra. Ana Lúcia Lourenço, desembargadora e coordenadora da CEVID do TJPR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná); da juíza Dra. Dilmari, colaboradora da CEVID; da promotora de justiça Dra. Mariana Andreola; da escrivã da Polícia Civil, Dra. Dediane Barbosa Faria; além de vereadores; Conselho Municipal da Mulher; e colaboradores da Câmara Municipal.

“O dia 10 de outubro foi o Dia Nacional de Combate à Violência contra a mulher, e assim como em todos os outros meses, devemos relembrar da importância da defesa dos direitos da mulher e da luta contra a violência doméstica”, afirmou a vereadora Cléa Oliveira, que é também Procuradora.
Ela lembrou que, neste primeiro semestre de 2022, foram registrados mais de 300 casos de violência doméstica em Campo Largo, além dos casos que não chegaram ao conhecimento dos órgãos de proteção, já que infelizmente muitas mulheres que sofrem a violência não conseguem ter acesso aos meios de denúncia. “Esses são números que chamam a atenção. São mulheres que chamam por socorro. São crianças que sofrem vendo a dor da própria mãe. Cabe a nós, rede de proteção à mulher, mulheres fortes e apoiadoras de outras mulheres, estender a mão e salvar a todas que clamam por ajuda”, disse Cléa.
“A minha luta, enquanto cidadã campo-larguense, enquanto vereadora e principalmente, enquanto mulher, é para que cada pedido de socorro seja ouvido, para que todas as mulheres que precisam de amparo sejam amparadas e para que a nossa vida seja valorizada. Temos que unir forças e lutar sempre para que todas as mulheres sejam livres de qualquer violência e que o direito à vida seja respeitado”, completou.


A promotora de justiça, Dra. Mariana Andreola, destacou: “O Brasil permanece no quinto lugar no ranking de países em que mais se matam mulheres, simplesmente pelo fato de serem mulheres. Eventos como esse realizado na Câmara são imprescindíveis para fomentar o debate e, sobretudo, acrescentar na capacitação de toda a rede de proteção que atua tanto na prevenção, quanto no combate, na repressão a casos de violência contra a mulher”.
Dra. Dediane Barbosa Faria, escrivã da Polícia Civil, fez questão de ressaltar que a violência doméstica é um assunto tão antigo e tão atual ao mesmo tempo. “Estamos tendo 400 medidas protetivas por ano em média, no município. Estes são os números que chegam até a gente”, afirmou ela.
De acordo com a escrivã, há várias situações em que a vítima de violência doméstica não consegue identificar o problema. Chegam casos na delegacia de mulheres que sofrem violência doméstica há anos. “O papel da rede de proteção é orientar essas mulheres, encorajá-las. A orientação pode estar salvando vidas".
Dra. Ana Lúcia Lourenço, desembargadora e coordenadora da CEVID do TJPR, afirmou que, no Paraná, em 2021, houve o registro de mais de 40 mil medidas protetivas de urgência em todo o estado.

CEVID
A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar - CEVID do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná foi criada em 2011 através da Resolução nº 20/2011 do Órgão Especial. A CEVID é responsável por elaborar e executar políticas públicas no âmbito do Poder Judiciário relativas às mulheres que sofrem violência doméstica e familiar.
Tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher
De acordo com a Lei Maria da Penha, são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher – física, psicológica, sexual, moral e patrimonial.
Fotos: Fotopar
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