Nos Bastidores da Política 04 11 2022 Haroldo Wöhl

Postado por admin 05/11/2022 0 Comentários Nos Bastidores da Política,

 

Os eleitores, agora, se perguntam como fica a governabilidade do país com um Congresso Nacional, onde a maioria dos parlamentares possui posição política contrária a do presidente eleito, em 30 de outubro, no segundo turno. O principal som de oposição que o presidente Lula, eleito pela federação (PT, PV, PCdoB), escutará no Legislativo Federal, virá das Tribunas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. A reverberação será forte nos discursos do senador Sergio Moro (UB-PR) e do deputado federal, Deltan Dalagnol (PODE-PR). O foco dos inflamados discursos estará centrado na Operação Lava Jato e o julgamento e a prisão do presidente, agora, eleito, após o acatamento pelo STF de que os julgamentos não poderiam ter ocorrido no Paraná. Assim, Lula, pela Lei, é considerado inocente até que se prove o contrário, mas os argumentos dos parlamentares paranaenses são muitos para contestar alguns pontos de anulação das sentenças. Numa outra linha da governabilidade do futuro presidente Lula, no seu terceiro mandato, estará centrada na atuação dos governadores, onde a maioria possui grande proximidade com o atual presidente Jair Bolsonaro, derrotado por Lula, nas urnas no 2º turno. Nas conversas a população debate as ações oriundas de algumas posições de pessoas ligadas ao presidente eleito. Para sinalizar um confronto, basta avaliar que o equilíbrio existe se for tomado o país como um todo, mas não é bem assim, algumas regiões possuem mais força eleitoral do em outra e assim, o desequilíbrio interno existe. Os comentários passam a um patamar acima, onde nem todos os votos conferidos a Lula são dele, uma parte votou nele por não gostar de Bolsonaro e também, não se pode dizer, que todos os votos de Bolsonaro são dele, onde uma parte votou contra Lula. Os brasileiros, assim, chegam à conclusão que os radicais de um lado ou de outro não são a maioria, ainda, mais que boa parte dos que votaram em Lula, não queriam Bolsonaro e outra parte, votou em Bolsonaro, pois não gostam de Lula e ainda, existem os que não votaram, nem em Lula e nem em Bolsonaro. Assim, o Brasil registra em 30 de outubro de 2 022, 156 453 354 eleitores, dos quais 124 252 796 (79,41%) compareceram às urnas e garantiram 118 552 353 (95,41%) votos válidos. Os votos em branco foram 1 769 678 (1,43%) e votos nulos somaram 3 930 765 (3,16%). A abstenção foi de 20,59%, com 32 200 558 eleitores não indo às suas seções eleitorais. Uma situação bem complexa, onde quase 38 milhões de eleitores não escolheram nenhum dos dois candidatos no 2º turno. Apesar da abstenção ter sido melhor no 2º turno do que no 1º turno. Uma coisa bem estranha quando se analisa que o voto no brasil é obrigatório.

 

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