

Os meios políticos de Campo Largo estão reavaliando as suas posições depois do resultado final da eleição presidencial. O 2º turno cravou um novo mandato ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por sinal, o seu terceiro mandato de presidente, um fato inédito na história republicana do Brasil. As decisões nacionais terão uma nova linha de atuação, bem oposta da praticada pelo governo de Jair Bolsonaro. No Paraná e em Campo Largo, como em outros municípios do estado, os votos conferidos a Lula não foram expressivos. Mesmo assim, a linha política de atuação dos militantes petistas e aliados será intensificada. Nas conversas surgem os nomes de pessoas que podem ser destaque na esfera federal. Na ponta está o ex-governador e ex-senador Roberto Requião que deve comandar as ações do seu novo partido, o PT nos municípios do estado com vistas as eleições municipais. Entre os partidos aliados surge o PDT que no Paraná, tem Ricardo Gomide e Gustavo Fruet com lideranças maiores e de expressão nacional. Estes, por sinal, podem fazer parte do governo de coalizão de Lula. Em termos municipais, as pessoas comentam que lideranças dos partidos aliados devem aparecer com mais destaque no cenário político eleitoral para as futuras eleições municipais. O leque de alianças de Lula aponta para isto, numa composição complicada em muitos municípios. No primeiro turno, a coligação foi formada por dez partidos PT, PSOL, Rede, PSB, PC do B, PV, AGIR, AVANTE, PROS e SOLIDARIEDADE (SDD). Já, para o segundo turno, outras siglas se manifestaram a favor de Lula, como o caso do MDB, do PDT e do Cidadania e também, lideranças expressivas do PSDB. Nas conversas, já, surgem, os nomes do vereador sargento Leandro Crestani (SDD), de Carlos Andrade (PSB), de Jean Naiser (AGIR), de Avanir Mastey (PCdoB), de Nelsão da Força (PT) e de João Airton Paulista (PT), além de militantes destas e de outras siglas que devem se alinhar numa nova corrente no Paraná. Os deputados federais eleitos das siglas devem cobrar a atuação dos diretórios municipais.
Sucessão municipal

A história política de Campo Largo, já, apresentou um prefeito eleito pelo PT. Foi Affonso Portugal Guimarães (BECO), em 2012, tendo como vice, Flávio Humberto Borges Cordeiro (Béthio). Quando as portas foram fechadas a pedido dos adversários, no PSDB, a única porta que se abriu foi o PT. A intervenção do Diretório do PSDB Estadual , em Campo Largo quando o governador era Beto Richa que acolheu um pedido de Marcelo Puppi e colocou na presidência da sigla, Luiz Carlos da Silveira Mafra (Mafrinha) e que acabou sendo o vice na chapa Marcelo/Mafrinha (DEM/PSDB). As nuvens mudam de formato a cada instante.
Sucessão Municipal II

Em 2012, o PT estadual enxergou que poderia fazer a prefeitura de Campo Largo e os militantes no município concordaram e fizeram o convite, para Affonso Guimarães ingressar no time petista naquela época. Com a vitória nas urnas, o PT participou da administração, com destaque para o professor Avanir Mastey que foi secretário da educação e do professor Marcos Preiss, presidente municipal na época, que foi diretor da Cocel. A estrela brilhava naquela época quando não se esperava isso. O formato das nuvens mudava totalmente.
Presidência da Câmara Federal

Os deputados federais, eleitos em 2022, só assumem em fevereiro de 2023, mas desde já o clima de eleição pela mesa diretora está em marcha. Como a composição é heterogênea e o PT tem poucos eleitos, o presidente Lula que assume, em janeiro, isto quer dizer um mês antes, pode ficar de fora da indicação do presidente visando a governabilidade e as alianças na Câmara dos Deputados. A corrente puxa par ao lado do mais forte e onde os interesses estarão concentrados.
Presidência do Senado

O Congresso Nacional passa por um processo de renovação, principalmente, no Senado Federal. Os 54 senadores antigos e os 27 senadores eleitos em 2022 estão envolvidos com a tarefa de eleger uma nova mesa executiva. Algumas surpresas podem surgir. A posição firme de cada senador pode ser o ponto de equilíbrio no futuro governo federal.
Composição do Senado

No Congresso Nacional, o Senado Federal é o fator da maior importância para o governo federal. A caixa de ressonância dos senadores pode influir nas votações de assuntos importantes e nas propostas do futuro governo Lula. Analisando a composições, o cidadão percebe a dificuldade de convergência, já, no início do mandato. O PL, partido do atual presidente Jair Bolsonaro, tem a maior bancada, com 14 senadores; depois o PSD, com 11; o MDB e o União Brasil, com 10 cada um; o PT, com 9; o Podemos, com 6; o PP, com 6; o PSDB, com 4; o PDT, com 3; o Republicanos, com 3; o PROS, 01; REDE, 01; CIDADANIA, 01; PSC, 01 e PSB, 01. São 15 partidos representados.
De Adversários a Aliados

A mais interessante das jogadas de Lula, em 2022, para consolidar a sua candidatura para presidente e obter o terceiro mandato, foi a costura de ter Geraldo Alckmin na sua vice. No momento em que o PSDB ruía diante das pretensões de João Dória, Lula preparou o caminho para Alckmin ingressar no PSB e em coligação definir o seu vice. De adversário em eleição em anterior, o PSDB foi o aliado que deu suporte a sua vitória, principalmente, no 2º turno, onde expoentes da sigla se declaram favoráveis a candidatura do petista. Com certeza, o PSDB participará do 3º e inédito mandato Lula, na presidência do Brasil.
Emergente

“Não cansei de repetir ao longo desta campanha em São Paulo: o Tarcísio é o mais preparado para governar nosso Estado. Inteligente, qualificado, íntegro e dedicado, estudou e trabalhou muito na formulação de propostas para São Paulo.” Com dois governadores eleitos pelo PSD e a participação de coligações vitoriosas em outros estados, um deles São Paulo, o presidente da sigla, Gilberto Kassab é um emergente e pode surgir como ministro na composição de coalizão do governo Lula. Os ventos sopram em outra direção e as nuvens mudam de formato a cada instante.
Casa Nova

O atual presidente Jair Bolsonaro (PL) mudará de casa, em 31 de dezembro. Na Casa Nova, com novo escritório e advogados pagos pelo PL, de Waldemar Costa Neto, ele se colocará como uma voz de oposição. O PL obteve um grande sucesso nas eleições de 2022, mesmo sem reeleger o presidente. As bancadas nos estados e no Congresso se ampliaram. O PL. com Jair Bolsonaro, deve se articular nos municípios para a eleição municipal de 2024. Isto visando a eleição de 2026, na oposição ao governo Lula.
Perguntas da Semana
I – Qual será a postura do senador Sergio Moro (UB), no Senado federal, depois da eleição de Lula, presidente?
II – Como serão os discursos do deputado federal, Deltan Dalagnol, na Câmara dos Deputados, já, no início dos trabalhos, em Brasília?
III – Quem será o sucessor do vereador Pedrinho Barausse, na presidência da Câmara de Campo Largo? Reuniões em marcha, pelo menos cinco pretendentes.
IV – Como fica o comando do PT, em Campo Largo? Pelo menos três facções devem disputar o diretório municipal.
V – Qual será a convivência do PT de Nelsão com o AGIR de Jean Naiser, nas articulações pela sucessão municipal, em 2024?
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