O cidadão campo-larguense Albino Augusto completa 100 anos

Postado por admin 20/11/2022 0 Comentários Festas e Eventos,

 

O campo-larguense Albino Augusto completou 100 anos de vida, no dia 11 de novembro. Filho de Francisco Augusto e Ana Falarz e neto de imigrantes poloneses, Albino nasceu no Retiro, interior de Campo Largo e se mudou com a família para o centro da cidade aos 4 anos de idade.

Cresceu no entorno de onde hoje é a Praça da Polônia e sobre ela, ele recorda: "A Praça Polônia era uma lagoa. Para podermos jogar bola, eu, meu irmão e meus amiguinhos conseguimos escoar a água para fazer um campo de futebol. Só muito depois que virou mesmo uma praça".

 

 

 

 

Presenciou as últimas etapas da atual estrutura da Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade, construída no entorno de uma capela menor, erguida pelos primeiros moradores do município.

Iniciou os estudos no Colégio Sagrada Família em 1928, apenas três anos após a fundação do mesmo, quando as aulas ainda eram ministradas ao lado da Igreja Matriz N. Sra. da Piedade, onde hoje é a Casa Paroquial.

Albino começou a trabalhar aos 12 anos, ainda antes da implantação das leis trabalhistas. Ao longo do tempo, passou por diversas das fábricas de louça do município.

Viu de longe a passagem do Zepellin em Curitiba no ano de 1936 e presenciou uma visita de Getúlio Vargas.

Serviu o Tiro de Guerra, e tentou, sem sucesso, substituir seu irmão Alberto na Segunda Guerra Mundial. Gosta de ensinar os parentes a bater continência.

Foi sócio, com seu irmão Alberto Augusto, da Cerâmica Rio Branco, que encerrou as atividades em 1998. Devido à sua notável experiência, ele foi convidado para exercer a profissão de diretor de fábrica no estado do Rio Grande do Sul, onde morou com sua família por 13 anos. Do Rio Grande do Sul, pegou o costume de dizer "barbaridade".

Albino Augusto é casado com Leonilda Martini Augusto desde 1944, ou seja, matrimônio que já dura 78 anos. Juntos, tiveram cinco filhos, oito netos e seis bisnetos. Hoje, com a família grande, permanece o sentimento de gratidão pelos desafios superados e por todas as conquistas alcançadas ao longo dos anos.

Ambos católicos fervorosos, sempre assistiam à Missa na Igreja Matriz da Piedade, até que, por conta da pandemia de Covid-19, passaram a assistir as Missas e Novenas diariamente pela televisão. Albino foi irmão do falecido padre João Augosto Sobrinho.

Disposição, carisma e lucidez são marcas registradas do "Vô Bino"/"Bininho" - como é carinhosamente chamado pelos familiares e conhecidos. Questionado sobre qual é o segredo da longevidade, sempre afirma que é fundamental "não fumar, não beber em excesso e não ser boêmio, ou seja, não levar uma vida desregrada". Até os 90 anos de idade, brincava com os netos de andar de perna de pau. Até hoje, Albino arruma a cama, lava a louça, pendura a roupa no varal e cuida da horta no quintal de sua casa.

 

Leave a Comment