

Quando em 2 005, o então presidente da Câmara de Campo Largo, vereador Marcelo Puppi, idealizou e projetou a construção do atual prédio do Legislativo Municipal, nesta concepção original a Câmara Municipal deveria abrir 19 (vereadores) conforme legislação em vigor. De lá para cá, a Câmara Municipal evoluiu e o prédio atual, projeto do arquiteto Júlio Fay, foi construído e equipado nas duas gestões seguintes tendo na presidência, os vereadores Marilena Guerchewski Schiavon (2007/2008) e Sergio Schmidt (2009/2010). A verba utilizada para a nova Câmara de Vereadores, foi oriunda dos recursos economizados que a cada ano sobravam dos repasses ao Legislativo municipal e que na época foi criado um Fundo específico para a construção da sede do legislativo de Campo Largo. Não se pode ignorar que o presidente vereador Marcelo Puppi (2005/2006), com uma decisão progressista e com visão de futuro, ampliou a possibilidade da representatividade popular e para que Campo Largo ocupasse um lugar de destaque no cenário político estadual e nacional. Por aprovação de uma lei federal, o número de vereadores foi reduzido, em muitos municípios brasileiros e que por outra lei, as Câmaras de Vereadores poderiam fixar o número de parlamentares municipais dentro de certos parâmetros conforme o número de eleitores. Campo Largo perdeu a representatividade política, com a diminuição de 15 (quinze) vereadores para os atuais 11 (onze) vereadores. Na eleição de 2000, os campo-larguenses escolheram 15 (quinze representantes), inclusive o atual presidente da Câmara, vereador Pedrinho Barausse, numa época em que o município possui bem menos eleitores. Existem muitos fatores que prosperam para que ocorra a volta de maior representatividade popular, em 2025. O aumento da população e o consequente, aumento de eleitores. Por lei o Legislativo de Campo Largo poderia usufruir do repasse de 6% (seis por cento) do orçamento anual, coisa que nunca aconteceu e por cima, nos últimos anos, uma boa fatia do dinheiro recebido é devolvido para ao Executivo Municipal. Este dinheiro devolvido é usado pela administração municipal como bem desejar, como recurso livre. Os 6% (seis por cento) podem ser utilizados nos municípios com população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitantes, pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009. Assim, por um resgate histórico, pela representatividade política, pelos atuais parâmetros políticos e pelas atribuições do legislativo, cabe uma revisão e numa opinião clara a população campo-larguense merece o reconhecimento político de seus representantes em todos os níveis. No atual modelo político brasileiro, quanto maior a composição de um legislativo, maior o reconhecimento dentro da estrutura de governo federal e estadual.
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