
Aprendendo sobre saúde bucal:

Por Joelize Antunes - estudante do 10º período de Odontologia da Unicuritiba
Tenho medo de dentista, e agora?

Se a resposta for “sim”, fique sabendo que você não está sozinho(a). É comum ouvir das pessoas que elas evitam fazer visitas frequentes ao consultório odontológico por sentirem medo da anestesia, do som do “motorzinho”, do jaleco branco, do desconforto, entre outros. Mas existem casos em que esse nível de medo passa a ser uma questão patológica. Nesses casos, chamamos de Odontofobia. Um medo exacerbado, a ponto de paralisar a pessoa. Geralmente, essa condição se desencadeia após alguma situação traumática, mas também pode ser genética ou hereditária, onde a fobia é criada mentalmente.
Mas, como saber a diferença entre o medo e a fobia? A resposta é simples: Medo é controlado, a pessoa enfrenta apesar do desconforto, já a fobia não.
No caso de pacientes odontofóbicos, o medo inicia logo no momento da marcação da consulta. A ansiedade toma conta, a voz e as mãos ficam trêmulas, a respiração fica ofegante, o suor é excessivo, e pode ocorrer episódios de insônia e choro. Apesar de comum, a maioria das pessoas não buscam ajuda para lidar com isso e acabam sofrendo em silêncio e até adiando tratamentos emergenciais. Por isso, se você se identifica com o que acabou de ler busque por ajuda profissional de um psicólogo. Não deixe que uma consulta preventiva se torne um tratamento mais invasivo e de alto custo.
Ao agendar uma consulta odontológica, procure por um profissional que entenda seu medo, demonstre empatia e busque te fazer sentir mais seguro. Hoje em dia, existem várias técnicas que podem ser empregadas no momento da consulta, como a sedação com óxido nitroso. Não é obrigatório você se sentar na cadeira odontológica logo na primeira consulta, exceto em casos de emergência. Conhecer o ambiente e o profissional que irá te atender, levará você a ganhar mais confiança.
Lembre-se, fobia pode ser tratada. Cuide da sua saúde, isso é um ato de amor-próprio.
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