Janaína Salvador, do povo indígena Kaingang, foi a primeira a tomar a vacina bivalente contra Covid-19 em Campo Largo

Postado por admin 03/03/2023 0 Comentários Saúde,

 

 

Janaína Salvador, do povo indígena Kaingang, foi a primeira a tomar a vacina bivalente contra Covid-19 em Campo Largo

 

 
O tempo estava chuvoso mas, mesmo assim, não impediu a equipe da Vigilância Epidemiológica, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Largo, de visitar as famílias do povo indígena Kaingang que estão alojadas no local conhecido como Parque do Mate. Com o apoio da liderança indígena local e o suporte da Agente Comunitária de Saúde (ACS) da Unidade Básica de Saúde (UBS) Cercadinho, a equipe deu o pontapé inicial na primeira fase da campanha 2023 de vacinação contra a Covid-19.

 

 

 

 

As vacinas foram realizadas in loco pela equipe que levou os equipamentos necessários e encontrou desafios como, por exemplo, a falta de documentação e carteira vacinal. Porém, com apoio do registro na UBS de referência, todos puderam ser imunizados e revelaram estar conscientes da importância da vacina. “Aqui todos nós tomamos, adultos e crianças. Já na outra aldeia as crianças tomaram também”, contou Janaína Salvador, a primeira pessoa a tomar a vacina bivalente no município. Ela estava de aniversário e ganhou de presente a dose de reforço, completando sua imunização contra a doença. Já os filhos dela que estavam junto - Kempes Casemiro (1 ano e meio), Estela Casemiro (11 anos), Natali Casemiro (7 anos) - iniciaram ou completaram o esquema com as doses monovalentes.

 

As outras crianças estavam na escola e devem receber as doses futuramente, na UBS Cercadinho. Ao todo, foram 13 indígenas Kaingang vacinados, sendo cinco adultos com a vacina bivalente e os demais com aplicações para atualizar o cartão vacinal (Pfizer Baby, Pfizer Pediátrica e Pfizer 12+). Agora, todos os que participaram da ação estão com carteirinhas atualizadas e ainda foram determinados prazos das próximas doses e repassadas orientações de saúde. “Vamos voltar em dias e horários diferentes para atender aqueles que estavam ausentes devido ao horário escolar ou de trabalho. E também orientamos eles a procurarem a unidade de referência para eles, que é a UBS Cercadinho. Há ainda cerca de quatro famílias que estão viajando, mas voltam em breve, então nosso trabalho é continuar acompanhando o grupo que está aqui no município, bem como promover a imunização aos que queiram”, pontuou a ACS responsável pela região do bairro Cercadinho - distrito Ferraria, Maria de Fátima Silva Novak.

 

 

Como será a vacinação neste ano

 

O foco da aplicação será em alguns grupos prioritários e também nas pessoas que não completaram o esquema vacinal. Essa ação com o povo indígena iniciou oficialmente as aplicações da vacina bivalente da Pfizer em Campo Largo. Essa é uma versão atualizada do imunizante e, conforme orientações do Ministério da Saúde e da Sesa, é destinada ao reforço de grupos prioritários previamente definidos pelo Ministério. São eles, neste primeiro momento: pessoas acima de 70 anos; moradores de instituições de longa permanência de idosos; trabalhadores dessas instituições; imunocomprometidos; indígenas; ribeirinhos; quilombolas.

 

De acordo com a quantidade de doses já recebidas, a equipe da Vigilância Epidemiológica do município definiu que as próximas aplicações da primeira fase serão para os idosos com 80 anos ou mais, e para pessoas imunossuprimidas com 50 anos ou mais. Esse grupo poderá tomar a partir da segunda-feira, dia 06 de março, na UBS de referência.

 

Para ser imunizado, é necessário ter tomado pelo menos duas doses da vacina monovalente (Coronavac, Astrazeneca/Fiocruz, Pfizer ou Janssen), sendo o intervalo da última dose de mais de 120 dias. Para imunossuprimidos, é necessário apresentar atestado ou declaração médica contendo o CID e o descritivo da doença.

 

A ampliação dos demais públicos da primeira fase será de forma escalonada, conforme envio de doses ao município. Paralelamente, o município continuará aplicando as doses monovalentes a quem ainda não completou ou iniciou o esquema vacinal. A vacina é a principal forma de prevenção e evita a forma mais grave da Covid-19. Vacinar-se pode salvar vidas.

 

 

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