

Sem entrar no mérito da cassação do deputado federal Deltan Dalagnol pelo Tribunal Superior Eleitoral-TSE que se elegeu pelo Podemos do Paraná com mais de 343 mil votos, muitos comentários se seguiram pela indicação do substituto na Câmara Federal. No passado, o substituto passava a ser o suplente imediato da chapa do partido, neste caso, do Podemos. Isto não acontece mais hoje, pois a legislação foi alterada e pela lei vigente um candidato para ser eleito para o Legislativo precisa atingir um mínimo de votos, no caso, 10% (dez por cento) do quociente eleitoral. O segundo colocado na chapa do Podemos, foi o ex-deputado Luiz Carlos Hauly, com 11 925 votos, mas não atingiu o índice necessário para assumir a vaga. Em 2022, o quociente eleitoral para deputado federal por chapa foi de 201 288 votos que é a divisão dos votos válidos apurados pelo número de cadeiras, ou seja, trinta (30) vagas. No caso de Hauly, este precisaria de 20 129 votos para voltar ao Congresso. O alvoroço, neste sentido, toma força, pois uma eleição municipal se aproxima e as regras aplicadas, em 2022, valem para os partidos, em 2024. Nas conversas pelos municípios o primeiro alvo são os atuais vereadores, onde o cidadão analisa o potencial de votos de cada um deles e quais são os que podem se reeleger. Os impactos político partidários da divulgação do caso Deltan atingem e esclarecem certos pontos para as legendas na formação de suas chapas. O Podemos perdeu uma cadeira mesmo tendo uma grande soma de votos, mas o candidato suplente não pode assumir, pois não conseguiu uma votação individual para atingir o patamar estabelecido em lei. O debate sobre o assunto passou a inflamar as conversas, mas a realidade é esta mesma. A eleição para os legislativos é proporcional, tem que atingir a meta dentro de cada chapa, se isto não ocorrer, a vaga disponível segue para as sobras e dai o candidato de outro partido precisa de 20% (vinte por cento) para ficar com a vaga. Assim, a vaga de Deltan do Podemos passou para Itamar Paim do Partido Liberal (PL) que somou 47 052 votos e passou a barreira dos 40 258 votos que são os 20% do quociente eleitoral. Fechando as conversas sobre o assunto, o suplente de deputado ou vereador jamais assumirá, se não tiver 10% (dez por cento) do quociente eleitoral no mesmo partido. Caso das sobras, o candidato precisa ter no mínimo 20% (vinte por cento) do mesmo quociente eleitoral. Para os candidatos a vereador, em 2024, a regra a ser aplicada é diferente da utilizada, em 2020. As escolhas ficam mais complexas, ainda, mais do caso de Campo Largo, com 11 (onze) cadeiras em disputa.
Fale Com o Prefeito

Foram atendidos pelo prefeito Maurício Rivabem, o representante do Quilombo Palmital dos Pretos, Alessandro Machado, os líderes das associações dos bairros, Vila Torres, na Ferraria, Santa Cruz, em Três Córregos, Jardim Tropical, Jardim das Acácias, Jardim Carmela e Jardim Iruama, da Rondinha e do Itambézinho. A inciativa para todos foi positiva e é um canal com a administração municipal comentaram. O primeiro “Fale com o Prefeito” aconteceu no dia 18 de maio, com a presença dos secretários de Paulo Rogério Alves (Obras Viárias), Luiz Gustavo Torres (Esporte, Lazer e Cultura), o diretor do DepTran, Everson Vaz da Silva (Ordem Pública), o diretor de Relações Comunitárias Nilson Pereira (Desenvolvimento Social) e os vereadores Genésio da Vital, Pedrinho Barausse e Sargento Leandro Chrestani.
Vira Lei

O projeto de autoria do vereador André Gabardo aprovado na Câmara de Campo Largo, visando instituir “ Uma política municipal de prevenção do diabetes e de assistência integral à pessoa diabética, para assegurar o atendimento prioritário às pessoas com diabetes mellitus nos serviços públicos e privados de saúde”, recebeu veto integral do prefeito Maurício Rivabem. O referido veto do prefeito entrou na pauta na sessão ordinária do dia 22 de maio e acabou sendo rejeitado por maioria. Com a decisão do legislativo, a proposição vira lei.
Retirado de Pauta I

O Projeto de Lei do Legislativo nº 40/2023, cuja súmula ESTABELECE O NÚMERO DE VEREADORES NO MUNICÍPIO CAMPO LARGO, foi retirado da pauta de votações, pois o assunto não possui unanimidade. Caso não seja aprovado em 2023, o impacto político negativo deve acontecer na eleição municipal de 2024. Campo Largo pela lei federal poderia ter 19 (dezenove) parlamentares com base na população atual na faixa dos 120 mil a 160 mil habitantes. O município perde para outros pela pouca representatividade.
Retirado de Pauta II

O Projeto de Lei do Legislativo nº 41/2023, cuja súmula REAJUSTA OS SUBSÍDIOS MENSAIS DO PREFEITO, VICE-PREFEITO E SECRETÁRIOS DO MUNICÍPIO DE CAMPO LARGO – PR, também, foi retirado da pauta de votações. Quanto ao salário do prefeito não houve questionamento por vereadores, mas a inclusão de reajuste para secretários criou o impasse. Uma solução precisa ser encontrada, pois existe a necessidade de se conferir um aumento ao prefeito para que os médicos da rede pública possam ser melhor remunerados. O abacaxi deve descascado.
Cidadã Honorária

A Câmara de Campo Largo aprovou por unanimidade, no dia 22/05, projeto de decreto legislativo que concede Título de Cidadã Benemérita para a médica Amanda Alice de França Meireles. Não sendo natural de Campo Largo, a profissional da saúde se destacou e projetou o município pelo Brasil afora na edição do BBB23.
Perguntas da semana:
01 –Qual seria o número ideal de vereadores para o município de Campo Largo.
02 – O salário dos secretários municipais de Campo Largo é atrelado ao salário do prefeito por lei? Ou não?
03 – Qual será a mudança político partidária que o eleitor sentirá com a formação da federação PSB/PDT/SDD? O PSB é o atual partido da vereadora Cléa Oliveira e o SDD, do vereador Sargento Leandro Chrestani. As eleições municipais devem travar a formação da federação.
04 – Quem será o candidato a prefeito de Campo Largo, pelo PT, na eleição de 2024?
05 – Quais serão os partidos coligados ao PL, na eleição municipal de Campo Largo, em 2024? Pela onda de 2022 seriam PP e Republicanos.

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