

O expedicionário nasceu em 1921 e com apenas 21 anos foi convocado para a guerra, ocorrida entre 1939 e 1945
Patriotismo e nostalgia marcaram a sexta-feira (04/09), quando o Tiro de Guerra 05-020, de Campo Largo, realizou uma formatura alusiva ao Dia da Independência do Brasil e prestou uma homenagem ao Sr Félix Novak, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira.
Aos 99 anos de idade, Félix é o último pracinha de Campo Largo, trazendo consigo uma história repleta de coragem e garra. Com apenas 21 anos foi convocado para a guerra, ocorrida entre 1939 e 1945.
Félix ficou dois anos longe da família, em combate na Itália. O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942. Após alemães atacarem navios brasileiros nos mares Atlântico e Mediterrâneo, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Mas os primeiros soldados brasileiros só foram enviados à Europa em 1944. Com a entrada do Brasil na guerra, foi criada a Força Expedicionária Brasileira.

O slogan da FEB dizia que, com a entrada dos brasileiros no conflito, “a cobra iria fumar”. Daí nasceu o símbolo da FEB, uma cobra fumando um cachimbo. Mais de 25 mil brasileiros foram enviados para combater o regime fascista de Benito Mussolini. Dentre as vitórias emblemáticas da FEB na Itália, estão as batalhas em Monte Castelo, no norte do país, e Montese, na região dos Montes Apeninos, em fevereiro e abril de 1945, respectivamente.
Para chegar até a Itália, Félix e os demais brasileiros que lutaram na guerra, viajaram de navio por 16 dias e 16 noites. Na guerra, era preciso estar sempre atento e combatendo a força alemã. Na Itália, pouco era o tempo de descanso de cada um dos pracinhas. Na trincheira, onde passou por muito sofrimento e inclusive frio intenso, era preciso revezar com os outros colegas. “O frio era intenso e não é como aqui. A cada dez minutos, nós precisávamos tirar o gelo que estava sobre a barraca”, relembrou. Félix, que era 2ª Tenente do Exército, utilizava uma metralhadora e sua função era de apertar o gatilho. Outros dois companheiros eram responsáveis por carregar a munição e realimentar a metralhadora.
De acordo com o pracinha, após a derrota das forças alemãs no alto do monte de Castelo e a participação heroica das tropas brasileiras no episódio que ficou conhecido como Batalha de Monte Castelo, foi preciso permanecer por mais um tempo na região para garantir que não havia mais nenhum alemão ou aliado para combater.
Tempos depois de voltar ao Brasil, Félix pôde constituir família. Nas paredes de sua casa, ele exibe com orgulho sua verdadeira coleção de quadros, todos recebidos em homenagens por sua participação na 2ª Guerra Mundial.
Fotos: Reprodução/ Facebook TG 05-020.
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