
Campo Largo cumpre a terceira etapa do Projeto
de Enxertia de Araucárias

A Prefeitura de Campo Largo, por meio da integração das Secretarias Municipais de Agricultura e Pecuária (SMAP) e Meio Ambiente (SMMA), cumpriu em junho a terceira etapa do Projeto de Enxertia de Araucárias. O objetivo é buscar o desenvolvimento econômico do meio rural de Campo Largo, sem deixar de lado a característica ambiental sustentável.
As duas pastas da esfera Municipal contam com uma junção das esferas Federal (Embrapa Florestas) e Estadual (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - IDR-PR), em uma atuação conjunta para obter melhoramento sem afetar a preservação.
Na segunda quinzena de junho, a Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária e o IDR de Campo Largo realizaram uma reunião com Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas. Na ocasião, foi discutido o Bosque Clonal de Araucárias Enxertadas, projeto que servirá de banco de material genético nativo - e de variedades selecionadas -, ampliando a manutenção da espécie símbolo do nosso Estado. O bosque servirá ainda como base de material para cursos de enxertia em pinheiro araucária, realizados no Horto Municipal após seu estabelecimento pleno.
Entenda o processo

Muitas plantas nativas estão ameaçadas de extinção e a araucária é uma delas. Para evitar tal situação, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), junto com a Embrapa, têm realizado pesquisas para que não só essas plantas sejam salvas, mas também para que seja uma oportunidade de produtores rurais terem uma nova fonte de renda, gerando emprego e a oferta de alimento saudável.
Sendo assim, a enxertia é um caminho, pois é uma técnica utilizada para desenvolver uma nova planta a partir da união do tecido vegetal da mesma espécie, ou de outra espécie. Ela funciona quando um broto de uma planta é inserido em um corte no galho de outra planta. Esta união é selada com fita até que o enxerto passe a funcionar com um galho de planta base. O objetivo se dá na aceleração no crescimento, além de criar resistência a ambientes desfavoráveis, entre outros.
EXEMPLO
Uma araucária normal leva, normalmente, de 12 a 15 anos para produzir o pinhão. A Embrapa Florestal desenvolveu um protocolo de enxertia que viabiliza pomares de pinhão com pinhas acessíveis, no máximo, de 2 a 5 metros de altura, e em menos tempo: de 5 a 7 anos. Também é possível enxertar um broto de araucária macho numa planta de araucária fêmea, o que possibilitará uma rápida polinização nesta nova árvore e em outras próximas.
EXPERIMENTO EM CAMPO LARGO
O Bosque Clonal de Araucárias Enxertadas será feito no Horto Municipal, onde terá um espaço para plantio com mudas geneticamente modificadas para experimento, e para conhecimento dos produtores rurais do município.
“A intenção é motivar esses produtores a cultivar a araucária enxertada. Trata-se de uma nova ramificação de possibilidades. Esta técnica aumenta a produtividade de pinhão de excelente qualidade, viabilizando o cultivo em larga escala, o que leva a uma celeridade na comercialização e dá espaço com grande concentração de árvores, possibilitando o turismo rural, entre outros benefícios”, finaliza Celso Vedam, secretário municipal de Agricultura e Pecuária.
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