
O Poder Público precisa cortar despesas reduzindo o número de parlamentares e de municípios
A Câmara de Campo Largo deu o exemplo ao manter apenas as onze vagas de vereador, afirma o vereador Darci Andreassa
Com base em estudos recentes sobre as despesas geradas pelo poder legislativo, federal, estadual e municipal, o vereador Darci Andreassa (PSD), na Tribuna da Câmara de Campo Largo, declarou que precisa ser feita um revisão de cargos e de gastos, no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais, passando pela extinção de muitos municípios pequenos. Destacou neste sentido a aprovação do corte de cadeiras no parlamento da Itália, em um terço, passando dos 945 deputados e senadores para 600, diminuindo, em 345 vagas, já, na próxima legislatura. Frisou que o povo não pode pagar a conta com aumento nos impostos e criação de novos impostos. Darci Andreassa destacou que no Brasil, o senador Álvaro Dias possui uma proposta de redução dos atuais 513 deputados federais para 405 cadeiras. O senador do Paraná, justifica que “Nós queremos um Legislativo mais enxuto, mais econômico e mais qualificado, valorizado e, certamente, mais respeitado pela população. De nada adianta cobrar do governo o ajuste das contas públicas e o fim da corrupção se o Legislativo não der o exemplo e também cortar despesas”. Na sua exposição, o vereador Darci apontou que a Câmara de Campo Largo deu o exemplo ao manter apenas onze vagas de vereador, quando poderia ter aumentado até dezenove parlamentares. A decisão da maioria dos atuais vereadores foi manter as atuais onze cadeiras. Lembrou, também, como decano da Casa de Leis que ele já participou de legislaturas com 13 (treze) e 15 (quinze) vereadores. As leis mudaram o quadro de composição das câmaras e hoje, existem municípios menores que Campo Largo com até 21 vereadores. Isto é um exagero e um abuso com o dinheiro público, diz Andreassa. Também quero dizer que muitos municípios nem deveriam existir, pois não têm renda própria para manter a estrutura pública e dependem única e exclusivamente do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, salientou. Os prefeitos, os vice-prefeitos e os vereadores destes municípios pequenos vivem com o que os outros municípios arrecadam. Se não existisse o FPM, eles não sobreviveriam, aponta. Declara que estes municípios pequenos, cada um deles tem nove vereadores, comparando com Campo Largo que produz bastante, tem apenas onze vereadores. Nesta época de pandemia quando o governo precisa ajudar o povo, nos observamos às necessidades e a falta de dinheiro, onde os gastos são excessivos. O governo federal quer cortar gastos, mas a máquina administrativa pública não deixa isto acontecer. Parece que a solução mais fácil é criar um novo imposto para garantir um programa social. O presidente Marcio Beraldo parabenizou o vereador Darci Andreassa pelo discurso em sessão e acrescentou que os mesmos vereadores que mantiveram os onze vereadores, também, rejeitaram a proposta do 13º salário para vereador que é pago em muitos outros municípios.
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