

As peculiaridades e cores de Campo Largo estão incorporadas ao leve e preciso movimento das mãos do artista Celso Oliveira. Nesses tempos de pandemia, ele criou a série “De Algum Lugar da Nossa Cidade”, retratando paisagens de Campo Largo com a técnica óleo sobre tela. Entre os quadros, está o do Parque do Mate, da Igreja da Rondinha e do Parque Newton Puppi.



“Através da arte, quero mostrar o quão bela é a nossa cidade. Uma vez li uma frase que dizia assim: se você quer descobrir verdadeiramente sobre um fato ou época da história, pesquise a literatura, os processos judiciais e as pinturas da época, nada mais representa tanto a verdade de uma época do que a literatura, as leis ou a pintura. Já dizia Portinari, “Se quer ser reconhecido na arte, comece pintando a sua aldeia”, afirmou o artista.
Celso Oliveira, de 57 anos, nasceu na cidade de Lobato (PR). Está em Campo Largo desde 1975. É autodidata. Iniciou muito cedo na arte, fazendo alguns desenhos em cadernos, tecidos, madeira e aos poucos foi desenvolvendo seus trabalhos.
Aos 15 anos, iniciou a pintura em telas. Após, aos 18 anos, começou a expor seus trabalhos na Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, junto com alguns artistas conhecidos nacional e internacionalmente.
Aos 21 anos, foi chamado para compor o quadro de funcionários da Incepa como supervisor de pintura manual em azulejos. Em 1992, foi trabalhar na Cerâmica Porto Belo, em Santa Catarina, também, na área artística.
Voltando a trabalhar em Campo Largo, começou a própria empresa, também voltada para a área artística, com gravações em mármore e granito. “Já tive a felicidade de realizar muitos trabalhos para dentro e fora do país, incluindo Alemanha, Inglaterra, Itália e Japão. Participei da obra do monumento da Imigração Japonesa no Brasil em Londrina, Monumento Bento Munhoz da Rocha, Passarela do Futebol na Praça Osório de Curitiba, entre outros”, comentou Celso.
Alguns trabalhos do artista estão expostos na Papelaria Rabisco e na CLJ Comércio de Placas.
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