Emilly Nunes, descendente do povo indígena Aruans, vira nome quente da moda

Postado por admin 08/11/2020 0 Comentários Fatos & Boatos,

 


Olha como as coisas são. A história dessa menina é digna de filme. Vou contar para vocês logo abaixo, e isso prova que a sorte às vezes bate a sua porta. A trajetória de Emilly, sem dúvida, parece mais um conto de fadas do século 21 ou um belo romance de José de Alencar ou de Clarice Lispector. Assim como ela, milhares de meninas brasileiras sonham com a chance de seguir a carreira de modelo e brilhar em passarelas nacionais e internacionais como Gisele Bundchen, o ícone de moda mais influente de todos os tempos. 

 

 

A Paraense Emily Nunes vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de estrelar capa de revistas estrangeiras e campanhas de grifes famosas.

 

 

 

Das muitas belezas do Pará, Emilly Nunes é a favorita da indústria da moda no momento. Com apenas sete meses de carreira, a modelo, de 22 anos, pode ser considerada um fenômeno. Já estrelou capas das versões brasileira e portuguesa da revista “Vogue” e foi alçada ao posto de garota-propaganda de Lenny Niemeyer, estilista que sempre priorizou, especialmente em seus desfiles, nomes consagrados como Izabel Goulart, Michelle Alves, Raica Oliveira, Ana Beatriz Barros e Leticia Birkheuer. “Acreditava que minha idade seria um empecilho. 

 

As meninas dão os primeiros passos no meio cedo, ainda adolescentes. Eu comecei depois dos 20 anos”, observa a new face, que divide um apartamento com três colegas de profissão. “A ideia é que eu passe uma temporada em Londres assim que as coisas se normalizarem. Enquanto isso, estou me preparando para não fazer feio. Faço aulas de inglês, e confesso que não é fácil. Mas é fundamental para minhas pretensões.” De origem simples, Emilly vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de assinar contrato com a Way Model, a mesma agência que cuida os interesses das tops Alessandra Ambrosio, Candice Swanepoel e Carol Trentini. “Era um sonho antigo. Sempre q

uis essa vida para mim. Assistia aos vídeos de Gisele Bündchen e ficava me imaginando naquela situação”, diz a modelo. “Por causa da pandemia, não participei ainda da São Paulo Fashion Week, mas tenho muita vontade de estar na passarela. Quando criança, brincava com os saltos altos da minha mãe, quebrava alguns... Certa vez, arrumei uma confusão com papai porque ele queria me dar um tênis de presente. Eu desejava um escarpin!”, diverte-se.

 

                                    

 

                                                                              

 

Descendente do povo indígena Aruans, a moça aprendeu a pescar e a fazer farinha de mandioca com a avó paterna, que, apesar de não ter crescido numa aldeia, foi a responsável por zelar e passar os costumes e tradições adiante. “Posso afirmar que sou a cara do Brasil. Tenho sangue indígena, negro e branco correndo pelo meu corpo”, comenta. “Na moda, meu objetivo é trabalhar para todas as marcas: Prada, Gucci, Dior, Chanel, Versace... Minha intenção é levar a beleza da mulher amazônica para o mundo. Cresci sem essa representatividade. Ninguém parecia comigo nas revistas ou na televisão. Quero inspirar outras garotas; mostrar que é possível chegar lá.”

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