Seu dinheiro por Adriano Koehler “Quem poupa, tem!”

Postado por admin 25/08/2024 0 Comentários Economia,

 

 

Seu dinheiro por Adriano Koehler

 

“Quem poupa, tem!”

 

 

 

 

Muito provavelmente, você escutou isso dos seus pais ou dos seus avós. Isso é o básico do básico para começar a pensar em um futuro com tranquilidade. Basicamente, a lição é sempre a mesma: se você quer ter dinheiro, tem que gastar menos do que ganha. Parece simples, né? Mas não é. Garanto que você sabe exatamente quanto ganha, mas você sabe dizer com exatidão quanto gasta a cada mês? Muito provavelmente não. E se você não sabe qual é essa diferença, você não sabe o quanto tem para poupar e, consequentemente, investir.

 

Um dos primeiros passos para quem quer iniciar sua poupança é fazer um levantamento detalhado de seus gastos. Há diversas planilhas gratuitas na internet que podem lhe ajudar nessa tarefa, como essa aqui do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec): https://idec.org.br/ferramenta/planilha-de-orcamento-domestico. O importante nesse momento é colocar todos os gastos, mesmo aqueles que aparentemente não pesam: o pastel com refri na feira, a coxinha no lanche da tarde, uma aposta (sim, temos que lançar o dinheiro gasto em apostas também) e as despesas já feitas no cartão de crédito e que ainda não foram pagas. Feito isso, você saberá para onde seu dinheiro está indo, ver o que pode ser cortado e descobri o quanto consegue poupar a cada mês.

 

“Tá bom, tudo muito bonito, mas o que eu faço se estiver devendo e pagando contas?” Para quem está nessa situação, o levantamento de gastos é ainda mais necessário. Na mesma planilha, você anotará o quanto gasta com as suas dívidas e também saberá o quanto isso compromete o seu orçamento. E nessa hora é necessário ver como pagar essa conta. Normalmente, os juros de qualquer dívida são sempre muito maiores do que os de qualquer aplicação. Logo, o melhor investimento inicial é se livrar das dívidas antes de tudo, pois elas só tendem a aumentar se você não cuidar delas.

 

Há várias maneiras de se fazer isso. Uma delas é trocar uma dívida cara por outra menor. Por exemplo, se você tem dívidas no cartão de crédito (a mais cara do mercado) e é assalariado, vale a pena fazer um empréstimo consignado, que cobra juros menores, para pagar a dívida do cartão. Outra possibilidade é fazer a portabilidade da dívida para outra instituição. Com o Open Banking, ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil, um banco pode ver a sua situação financeira em outro para lhe fazer ofertas de melhores taxas e prazos. Empréstimos que tem como garantia um imóvel também tem juros bem menores.

 

E vale ficar de olho nos “feirões de dívidas” e outras iniciativas (como o Desenrola Brasil, por exemplo) que buscam resgatar consumidores endividados. Nessas ocasiões, os credores costumam dar descontos generosos para conseguir receber algo do consumidor. Estar endividado é ruim, com certeza, mas não é o fim do mundo. Basta por a cabeça no lugar e planejar.

 

Começar a poupar pode parecer difícil, mas não é, exige apenas disciplina pessoal e, eventualmente, abrir mão de um e outro prazer momentâneo agora para poupar e ter mais para gastar no futuro. E poupar é também um bom vício. Você verá como é satisfatório ver seu patrimônio crescer a cada mês e se sentirá estimulado a continuar poupando para ter um futuro confortável.

Adriano Koehler é jornalista e assessor de investimentos (adriano@solutioinvestimentos.com.br)

 

 

   

 

 

Leave a Comment