

Passados os dias de euforia após a vitória nas urnas, a realidade retorna ao Paço Municipal, pois a atual gestão precisa ser findada e os trabalhos públicos não se encerraram com a eleição. Os cidadãos, eleitores ou não da chapa Maurício Rivabem / Chris Chemin, estão comentando sobre a nova composição administrativa neste novo tempo que se aproxima. A jornada da campanha eleitoral agregou muitos novos protagonistas e coadjuvantes de peso político. O racha político ocorrido dentro do mandato conquistado em 2020, nos dois últimos anos, mostrou que a marca Rivabem suplantou a marca Puppi das duas eleições anteriores. As pessoas projetam que os eleitos para governar Campo Largo, a Cidade do Bem, devem conduzir a nova gestão com inovação, garantindo um trato especial e profissional no município, com grande referência à capital do estado, uma metrópole inovadora. Os comentários apontam que o prefeito eleito precisa ter os pés no chão e os olhos voltados para o futuro no século XXI. O Município precisa ajustar a sua governabilidade, sanando as dificuldades e criar um processo, onde a arrecadação possa suprir as necessidades de uma população que vive no conjunto metropolitano. Os possíveis ajustes estão sendo mencionados pelos mais diferentes segmentos sociais e empresariais do município.
Suplentes de vereador

As duas últimas eleições para vereador tiveram normas específicas diferentes, com base no quociente eleitoral, no quociente partidário e nas sobras e médias. Com a Cláusula de Barreira aplicada, foram eleitos os quinze vereadores em Campo Largo. As chapas que atingiram o quociente eleitoral, elegeram um ou dois vereadores e os demais integrantes figuram como suplentes. O vereador João D’Água (MDB), atual presidente da Câmara, ficou na 2ª suplência. Isto quer dizer que, por qualquer circunstância ou acontecimento, pode voltar a ser vereador.
Vereador não eleito

Nos partidos cujas chapas de candidatos a vereador não atingiram o quociente eleitoral, os integrantes são considerados não eleitos, mesmo que tenham obtido boa votação. Em Campo Largo, o vereador Dr. João Freita (Avante) obteve 1 449 votos e o vereador Germaninho (PSDB) 910 votos, ambos pela reeleição, ficaram de fora por pouca margem de votos, onde as chapas não somaram o mínimo exigido em lei.
Fatores negativos
Em Campo Largo, alguns candidatos a vereador apontam alguns fatores que prejudicaram a votação final. Um deles foi o grande número de abstenções, 21 549 eleitores não compareceram para votar de um total de 94 243 eleitores. Dois outros fatores são apontados, também, pessoas que foram às urnas e não escolheram candidato a vereador, votos em branco somaram 4 093 votos e votos nulos foram 2 002 votos, estes são considerados não válidos e não entram nos cálculos. Mais de seis mil eleitores que poderiam ter escolhido candidato. O que se deve dizer do voto obrigatório?
Novos rumos

A vereadora Cléa Oliveira (PSB) poderia ter concorrido a um quarto mandato, mas por razões particulares, a mesma não buscou uma das quinze vagas da próxima legislatura. Dos atuais vereadores foi a única parlamentar que não concorreu a um cargo eletivo. Na disputa eleitoral para prefeito, a vereadora Cléa tomou uma posição de apoio ao candidato do PSD, Maurício Rivabem. Nos meios políticos, está sendo cotada para assumir um cargo na futura equipe de gestão da Cidade do Bem.
Processo eleitoral

A eleição municipal de Campo Largo apresentou muitos lances de emoção, principalmente, na articulação partidária pré-campanha eleitoral propriamente dita. Para muitas pessoas, o prefeito Maurício Rivabem soube tirar bom proveito das divergências de correntes a sua candidatura para um novo mandato. Numa das jogadas político-partidárias, obteve a adesão do ex-prefeito Affonso Guimarães (PSFB) e do vereador Alexandre Guimarães (PDT) que no início cogitaram concorrer ao cargo. Na união de forças, as chapas de vereadores do bloco PDT/PSDB/CIDADANIA somaram 7 328 votos. Um apoio considerável que foi desprezado pelo adversário e que ajudou na conquista do mandato pela força dos votos nas urnas.
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