Recordar é Viver 14.11.2024

Postado por admin 14/11/2024 0 Comentários Recordar é Viver,

 

 

Recordar é Viver 14.11.2024

 

 

 

 

No último fim de semana fui assistir um filme brasileiro que está sendo muito comentado: “Ainda estou aqui”, que conta a história do ex-deputado e engenheiro Rubens Beyrodt Paiva (Santos, 26 de dezembro de 1929 — Rio de Janeiro, 21 ou 22 de janeiro de 1971), e sua esposa Eunice Paiva, uma dona de casa de uma família influente que é obrigada a se reinventar após o assassinato de seu marido, pela ditadura militar nos anos 1970.

 

A primeira metade é o retrato ensolarado de um casal apaixonado e seus cinco filhos, com uma bela casa na beira da praia no Rio de Janeiro. Na segunda, cortinas se fecham e o lar se esvazia com a ausência de Rubens – e a interpretação imensa de Torres preenche esse espaço com o propósito furioso, porém contido de uma mãe que se recusava a chorar na frente dos filhos.

 

A morte de Paiva só foi confirmada 40 anos após o sumiço, depois de serem prestados depoimentos dos ex-militares envolvidos no caso, à Comissão Nacional da Verdade. Foi torturado e assassinado nas dependências de um quartel militar entre 20 e 22 de janeiro de 1971, seu corpo foi enterrado e desenterrado diversas vezes por agentes da repressão até ter seus restos jogados ao mar, na costa da cidade do Rio de Janeiro, em 1973, dois anos após sua morte.

 

É um dos casos investigados pela Comissão Nacional da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira. Vale como dica para todos irem até o cinema e assistirem a esta aula de história.

 

Foto: Rubens Paiva

 

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