

Quarta-feira, 09 de dezembro de 2020: esse dia ficou marcado na memória da empresária campo-larguense Marinise Delinske, de 37 anos. Ela deu a luz a trigêmeos, após vencer a batalha contra o câncer de mama.
Felicidade multiplicada por três: Eliza, Vinícius e Guilherme são os nomes dos bebês, que pesaram, em média, 1,8 kg cada. “Eles vieram com muita saúde. A cesárea foi realizada por volta das 8h30 e correu tudo bem. Agradeço a Dra Marina Nunes e ao Dr. Daniel Silveira pelo atendimento durante a gestação”, afirmou.
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Marinise disse que os bebês precisaram ser encaminhados para a UTI Neonatal do hospital, onde se desenvolvem e recebem cuidados por um período. “Não é fácil ficar longe deles. Eles vêm para completar a nossa família maravilhosa. Vamos orientá-los na fé e com muito amor”, disse.
E é mesmo o amor a base de uma família unida. “Sou muito grata ao meu marido Edson e a minha filha Manu, que estiveram ao meu lado, me fortalecendo em todos os momentos”, afirmou Marinise.
Ela contou que a sua batalha contra o câncer de mama teve início no começo de 2017, quando descobriu um nódulo na mama esquerda e procurou ajuda médica. Para a ginecologista, ela pediu para fazer uma mamografia, mesmo sem estar na faixa etária recomendada para o exame. Afinal, ela sabia do risco de desenvolver a doença: sua mãe Terezinha e as irmãs Lucimara e Marcia também tiveram câncer de mama, todos os casos diagnosticados entre os anos de 2001 e 2011.
Uma biópsia feita por Marinise confirmou o câncer de mama em abril de 2017. “Quando recebi o diagnóstico, o meu mundo caiu, me desesperei”, afirmou. Ela conta que foram oito quimioterapias e que foi acompanhada durante todo o processo pelo médico oncologista, Marcus Rivabem Winheski, que segundo ela, foi “um anjo em sua vida”. “O doutor permaneceu sempre do meu lado, dizendo que iríamos vencer a doença”, completou.
A empresária também afirma que em todo o momento, orou e ficou dependente de Deus, o que lhe fez ter um fardo mais leve. As preocupações, por exemplo, davam lugar às alegrias. “Quando estava perdendo o cabelo em virtude das quimioterapias, chamei minha filha e disse que iríamos brincar de cortar o cabelo. Divertimo-nos muito e foi ela quem cortou minhas madeixas. Naquele mesmo dia, nós saímos com meu marido para comemorar”, revela. “Não parei de trabalhar durante o tratamento e também ajudava a dar forças a quem estava passando pelo momento comigo”, completa.
Dia após dia, Marinise recebia o apoio dos amigos e familiares. “No dia em que eu fazia quimioterapia, minhas irmãs ficavam me esperando em casa, pois já sabiam tudo o que eu passaria durante o tratamento”, lembra.
Em abril de 2018 foi que Marinise recebeu a notícia de seu médico de que estava curada da doença. “Naquela mesma cadeira onde recebi a pior notícia, também fui informada de que estava curada do câncer. Agora, preciso apenas fazer acompanhamento”, afirmou.
“Aqui deixo a mensagem de que não podemos perder a esperança e temos que acreditar em nós mesmos. Dentro de nós existe uma força muito grande!”, completou.
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