Seu dinheiro por Adriano Koehler 19 05 Investir em fundos de maneira mais econômica

Postado por admin 19/05/2025 0 Comentários Economia,

 

Seu dinheiro por  Adriano Koehler

 

Investir em fundos de maneira mais econômica

 

 

Muito provavelmente seu gerente bancário já lhe ofereceu algum fundo de investimento para aquela sobra de dinheiro na sua conta. Se isso já lhe aconteceu, ele deve ter oferecido ou um fundo DI (fundo de investimentos em ativos atrelados ao CDI) ou fundos de ações (fundo que compra ações na bolsa de valores). O que talvez não tenha sido dito são os custos envolvidos: taxa de administração (sempre), taxa de performance (dependendo do fundo) e tributação (o come-cotas, que acontece duas vezes por ano.

E quase com certeza, não lhe disseram se o fundo tem uma gestão passiva ou ativa. Essa diferença é enorme quando se trata de definir se a taxa de administração ou performance cobradas são caras ou baratas. Gestão ativa é quando o fundo busca superar um índice de referência qualquer, como por exemplo o Ibovespa. Para isso, o gestor mexe nos ativos do fundo – ações, debêntures, letras financeiras etc – buscando mais retorno para o dinheiro. Já uma gestão passiva implica que o fundo escolherá um indicador e repetirá dentro de sua estrutura a mesma composição do indicador. Se o fundo pretende ter o mesmo retorno do Ibovespa, por exemplo, terá em carteira as mesmas ações do Ibovespa, com os mesmos pesos. Nesse caso, não é necessária muita inteligência, concorda? Então, a taxa de administração tem que ser pequena. Ruim é quando o fundo diz ter gestão ativa, mas se comporta como tendo gestão passiva.

 

Para quem busca alternativas para investir em fundos, uma boa opção são os ETF (Exchange Traded Funds). Criado em 1993 pela empresa State Street Global Advisors, dos Estados Unidos, o primeiro ETF foi o SPDR, que replicava em sua composição as empresas do índice S&P 500, da Bolsa de Valores de Nova Iorque, o principal índice de lá. As principais diferenças para os fundos de investimentos tradicionais eram o seu baixo custo de administração – afinal, a bolsa já fazia o cálculo de quais ações e em que percentagem deveriam entrar no índice, eliminando o trabalho do gestor do fundo – e a possibilidade de se negociar o índice em bolsa, aumentando bastante a sua liquidez. O fundo foi bem recebido pelo mercado, e logo outras empresas começaram a lançar os seus ETFs com diferentes composições – commodities, ações de algum setor específico, outros índices etc.

 

No mercado brasileiro, demorou um pouco para os ETFs se popularizarem, mas hoje é possível encontrar na B3, a nossa bolsa de valores, diversos produtos. Como a bolsa tem diversos indicadores além do Ibovespa, cujo ETF é o BOVA11, há diversos outros atrelados a esses outros índices – setoriais, de commodities, de small caps (empresas de pequeno valor de mercado), de dividendos etc, todos com as vantagens do baixo custo e da facilidade da negociação em bolsa. E se antes todos os ETFs eram de gestão passiva, hoje há ETFs que podem ter uma gestão ativa, porém sempre seguindo algumas regras, para poder oferecer ao cliente um melhor desempenho, baixo custo operacional, transparência e alguma flexibilidade.

 

Antes de começar a investir, porém, você precisa saber que além de o valor de um ETF ser variável (como acontece com um fundo comum), há os custos operacionais praticamente iguais aos de uma ação – taxa de corretagem e taxa de emolumentos -, bem como a taxa de administração do próprio fundo. A sua corretora também pode eventualmente cobrar uma taxa de custódia. Em relação à tributação, dependendo da natureza do ETF haverá uma alíquota adequada à sua área de investimento. Atualmente existem 84 ETFs negociados na bolsa brasileira, desde os que emulam o Ibovespa até um que acompanha o MSCI China, o principal índice financeiro da China, passando pelos ETFs de Renda Fixa.

 

Para saber qual ETF escolher na hora de diversificar sua carteira, convém sempre prestar atenção ao seu perfil de investidor e estabelecer seus objetivos financeiros. Com isso, a decisão de onde investir ficará mais fácil. E se for muito confuso para você, procure sempre uma assessoria que possa lhe orientar nesse universo.

Bons investimentos!

 

Adriano Koehler é jornalista e assessor de investimentos 

(adriano@solutioinvestimentos.com.br)

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