Seu dinheiro por Adriano Koehler Uma mina de ouro em sua casa?

Postado por admin 05/10/2025 0 Comentários Economia,

 

 

Seu dinheiro por Adriano Koehler

 

Uma mina de ouro em sua casa?

 

 

 

Sabe aquele gaveteiro antigo que está nos fundos da sua casa? Ou aquele armário que faz bastante tempo que você não mexe? Você sabia que lá dentro podem estar algumas oportunidades de negócio que você nem imaginava possíveis? Nesse caso, não estamos falando apenas de antiguidades, mas de outros itens insuspeitos que nos últimos tempos foram alçados a ativos financeiros valiosos e rentáveis, ainda que com algum risco embutido.

 

 

Um desses itens cuja valorização superou o índice Standart and Poor’s 500 (que reúne as 500 ações mais negociadas na bolsa de valores de Nova Iorque) nos últimos 21 anos foram as cartas de Pokemon. Sim, os monstrinhos japoneses que fizeram e fazem a alegria da criançada mundo afora se valorizaram 3.821% em 21 anos, muito acima de qualquer outro ativo. Há inclusive um índice que calcula essa valorização, o Card Ladder. Claro, essa valorização não pode ser aplicada a todas as cartas Pokemon, mas se você tem escondido em casa algum set em boas ou ótimas condições, procure saber quando vale. Você pode se surpreender.

 

 

Mas as cartas são parte de um universo de oportunidades bem amplo. Garrafas de vinho, por exemplo, já são negociadas faz tempo. Safras especiais de rótulos conhecidos mundialmente podem facilmente ter valorizações de 900%, mil por cento, desde que armazenadas corretamente. Em Portugal, por exemplo, a Garrafeira Nacional trabalha na compra de garrafas de vinho e destilados desde 1927, e promete “lhe dar uma valorização justa e adequada”. Pena que eles só atuam em Portugal. Mas com o desenvolvimento do setor vinícola no Brasil, espere que em breve isso também acontecerá no Brasil. Aqui com certeza haverá um bom mercado para garrafas de cachaça vintage!

 

 

E que tal investir em tênis? Não estou falando do jogo de tênis, mas do calçado tênis. Algumas marcas já perceberam que quando há dinheiro sobrando no mercado, as pessoas estão dispostas a pagar a mais por edições limitadas de seus “pisantes”. E se uma pessoa compra um par dessas edições e o guarda, mais à frente poderá revender esse calçado com um bom lucro.

 

 

No Brasil, temos também uma oportunidade de minerar “ouro” nas moedas antigas. O Brasil trocou tantas vezes de moeda no século XX que muitas delas ficaram no fundo da gaveta esquecidas, de tão rápido que perdiam o valor. Acontece que nem sempre a Casa da Moeda conseguiu cunhar as moedas como elas deviam ser, dando origem a algumas falhas altamente valorizadas entre os numismatas (colecionadores de moeda). Há uma moeda de um real, posta em circulação em 1998, que tem um erro de fabricação – o reverso invertido. Pois bem, essa moeda hoje pode valer mais de R$ 2.500. A moeda de 5 centavos do Cruzado, lançada em 1988, pode alcançar hoje R$ 120. E por aí vai, uma rápida pesquisa na internet mostrará várias outras preciosidades.

 

 

Jogos de computador, jogos de videogame, computadores antigos em bom estado de conservação e funcionando, revistas de histórias em quadrinhos, livros com algum erro de impressão, enfim, a lista de objetos diferentes que pode virar dinheiro aumenta a cada dia. E isso acontece principalmente porque há bastante dinheiro circulando no mundo e tem gente que está disposta a gastar mais em algum capricho pessoal, como por exemplo cartas de Pokémon. Com os adultos tendo cada vez menos filhos, há mais espaço para se gastar em coisas que com certeza nossos pais e avós diriam que é “besteira”. Mas se faz sentido para você, por que não?

 

 

Então, mãos à obra. Vista sua roupa de explorador, coloque luvas, deixe o antialérgico pronto para não espirrar muito com a poeira, e boa mineração!

Bons investimentos!

 

Adriano Koehler é jornalista e assessor de investimentos

(adriano@solutioinvestimentos.com.br)

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