
Meio Ambiente de Campo Largo anuncia transição das CASAS SO+MA para CASAS ECO

Desde maio de 2023 o município de Campo Largo conta com três unidades da CASA SO+MA, iniciativa gratuita que incentiva a reciclagem e as atitudes socioambientais no município. Fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) e a STARTUP SO+MA, e com o apoio da empresa SIG Group, do governo do Paraná e do Instituto Recicleiros, os contêineres amarelos recebem materiais recicláveis entregues pela população e os direcionam para associações locais de reciclagem. Estes materiais ainda rendem pontos para os participantes e podem ser trocados por benefícios.
A primeira unidade de Campo Largo, localizada na Rua do Centenário, fica ao lado do Ciosp. E as outras duas unidades foram instaladas no distrito Ferraria e no bairro Itaqui. A novidade é que, a partir de março de 2026, o programa de incentivo à reciclagem atualmente denominado CASA SO+MA passará a ser gerenciado pelo Município, com o novo nome de Programa CASA ECO.
Isso significa que os contêineres mudarão de cor, passando do amarelo para o azul, e se tornarão as “casas oficiais” da Família ECO, com a aplicação das figuras destes personagens nos locais (foto), consolidando o projeto de educação ambiental da Prefeitura de Campo Largo que, inclusive, se tornou modelo para outros municípios. A Família ECO é composta pela BIAgradável, que representa os resíduos orgânicos, o RejeiTINHO, responsável pelos rejeitos (ou lixo comum), NaturECO, que trata os resíduos recicláveis, e PRICILHA com os resíduos especiais.
Novo local - A principal mudança será a transferência da unidade localizada na Ferraria para um novo endereço. A Casa Eco mudará, já a partir do dia 29 de janeiro, para a Praça dos Bancários (em frente ao supermercado Colatusso), na Rua Quintino Bocaiúva, bairro Vila Bancária. As unidades da CASA ECO do Ciosp e do Itaqui permanecerão no mesmo endereço, sem nenhuma alteração.
“O município dá um novo passo na expansão do programa, com o objetivo de ampliar a conscientização ambiental e levar o incentivo à reciclagem a outras regiões da cidade. Esta nova roupagem marca a transição da iniciativa que tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de gestão de resíduos sólidos, e manter o engajamento da população. Seguiremos incentivando o descarte correto de materiais recicláveis, promovendo benefícios diretos aos cidadãos, às associações e cooperativas de catadores, e ao comércio local”, destaca Thiago de Lima Teixeira, secretário de Meio Ambiente de Campo Largo.
Entenda - Um papel importante das unidades é auxiliar grandes empresas, escolas, varejo, cooperativas e consumidores a mudar o comportamento em relação ao descarte indiscriminado de materiais, incentivando atitudes que geram impacto socioambiental positivo. E nesta transição, as regras do programa gratuito continuarão as mesmas, uma vez que “os impactos socioambientais gerados com a entrega dos materiais recicláveis reafirmam o compromisso do Programa com a economia circular, mostrando que é possível mudar o comportamento do cidadão em relação ao hábito de reciclar”, reitera o secretário municipal.
Balanço até aqui - Segundo levantamento da so+ma e da SMMA, os resultados do Programa são significativos. “Finalizamos 2025 com um crescimento de 45% nos cadastros, em relação a 2024, e 220% maior na comparação com 2023. No acumulado, já impactamos mais de 6.700 pessoas com o Programa. Além do alcance, destaco o volume de materiais recicláveis recebidos nas três casas que cresceu 13% em 2025, quando comparado a 2024”, revela Thiago.
No acumulado foram recebidos 356.220 kg de materiais recicláveis que receberam correta destinação e deixaram de ir para o aterro sanitário em 2025. A unidade com maior volume de recebimento é a localizada na frente do Ciosp. O papel/papelão é o principal material reciclável recebido, representando 40% do total, seguido pelo plástico (19%) e vidro (15%). Esses materiais são amplamente utilizados no dia a dia, o que garante acessibilidade ao consumidor final (participantes) e volume constante de descarte.
Confira os números do impacto positivo socioambiental das CASAS SO+MA que passarão a ser CASAS ECO:
- Mais de 2.200 cadastros de participantes;
- Mais de 6.700 pessoas impactadas com o programa;
- Mais de 356.220 kg de materiais recicláveis destinados corretamente;
- Cerca de 115 mil reais em renda para as Associações/Cooperativas de catadores locais.
- 4.487 árvores salvas;
- 1.165.096 kWh de energia economizados;
- 50.327.625 litros de economia de água;
- 1.228.959 kg de emissão de dióxido de carbono (CO2) evitados;
- 30.575.090 litros de água não foram contaminados.
Sendo assim, todo o material recebido nas três CASAS ECO continuará sendo integralmente destinado a associações e cooperativas credenciadas, garantindo 100% de adicionalidade de volume, além de melhor qualidade dos materiais encaminhados à cadeia da reciclagem.
Benefícios do Programa - Além do impacto socioambiental, as unidades também geraram mais de 16 mil recompensas resgatadas (sendo alimentos e itens de higiene/limpeza os mais resgatados) e o equivalente a 83 mil reais de economia financeira para esses participantes. As três unidades do novo Programa CASA ECO seguirão oferecendo o PROGRAMA SO+MA VANTAGENS, gratuitamente, para que a população reverta seus resíduos sólidos recicláveis em créditos, e os troque por benefícios ou possa transferir doações para ONGs locais. Para participar em Campo Largo (ou em Curitiba) é preciso, primeiro, se cadastrar no aplicativo chamado @so+ma vantagens (disponível na Apple Store ou PlayStore) ou acessar o site.
Neste período de transição as três unidades continuam funcionando normalmente, então recicle, leve seus materiais para pesar (a pontuação é por quilo e tipo de material), acumule pontos e troque por recompensas.
“Esta iniciativa integra ações de economia circular e educação ambiental, aproximando a população das práticas sustentáveis no dia a dia. Então continuaremos com esse novo momento do Programa para consolidar as CASAS ECO como referências em sustentabilidade, economia circular e inclusão socioambiental, em Campo Largo e no Paraná”, finaliza Thiago Teixeira.
Fonte: PMCL divulgação
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