
Gestão ambiental em Campo Largo mostra resultados e avanços em 2025
Enquanto muitos municípios brasileiros lutam para organizar a coleta seletiva, Campo Largo fechou 2025 com um feito que poucos conseguem: 10% de tudo que seus moradores jogam fora foi reciclado. O número supera as médias estaduais e nacionais, e faz parte do relatório anual divulgado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).
O avanço na reciclagem passa por uma decisão que os catadores aguardaram ansiosamente, que é as associações de reciclagem passarem a receber R$ 170,00 por tonelada comercializada, como pagamento formal pelo serviço ambiental prestado à cidade. O município destinou R$ 500 mil para subsidiar esse modelo, que vincula o incentivo à eficiência. Ou seja, quanto mais se recicla, mais se ganha.
Com isso, as cinco entidades credenciadas no município — AR-AMA, ARC, ARLeV, ASSUR e uma cooperativa — processaram juntas 1.948 toneladas de recicláveis ao longo do ano, com média de 162 toneladas por mês. Durante o período, novembro foi o de maior produção: 221,51 toneladas.
Por meio do Programa Coleta Mais, da Itaipu Binacional, o município recebeu um caminhão exclusivo para coleta seletiva e equipamentos, num total superior a R$ 2 milhões. Via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram viabilizados outros R$ 3 milhões para reforma do transbordo municipal e mais R$ 2 milhões para a construção de um novo barracão de reciclagem. No total, só na infraestrutura da reciclagem, foram aportados aproximadamente R$ 7 milhões em 2025.
A política municipal de resíduos sólidos foi cadastrada na COP30 como modelo de gestão por meio da plataforma GeoRedus, destacando-se a gestão estruturada da coleta seletiva, a integração com associações de recicladores e a política de valorização da economia circular. Esse reconhecimento projeta o município no cenário internacional de boas práticas ambientais.
Contudo, o ótimo desempenho da coleta seletiva é apenas um dos pontos positivos registrados pela secretaria em 2025, ano marcado pela consolidação de uma política ambiental estruturada, técnica e orientada por resultados, com foco nos seguintes pontos principais:
Eficiência da gestão pública;
Valorização dos trabalhadores da reciclagem;
Fortalecimento da fiscalização ambiental;
Proteção e bem-estar animal;
Ampliação das ações de educação ambiental.
“Campo Largo avançou de forma concreta na construção de uma política ambiental moderna, técnica e conectada com os desafios do século XXI”, afirmou o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Thiago De Lima Teixeira. “Cada poda realizada, cada ação de educação ambiental, cada projeto estruturante iniciado, cada área recuperada e cada política cadastrada em plataformas nacionais e internacionais representam mais do que execução administrativa. Representam compromisso com as próximas gerações.”
CIDADE LIMPA
Ao longo de 2025, as equipes contratadas pela SMMA roçaram 6,3 milhões de m² de áreas públicas, com investimento de R$ 3,5 milhões. Para se ter dimensão: isso é equivalente a capinar quase 900 campos de futebol por mês, todos os meses, sem parar. E não foi só:
A varrição alcançou mais de 17 mil m² e, somando coleta verde, madeira e inservíveis, foram 14.060 atendimentos domiciliares no ano, com pico em julho, quando apenas a coleta de galhos e restos de vegetação registrou 1.229 solicitações em um único mês.
PROTEÇÃO ANIMAL
Em 2025, o Departamento de Proteção Animal recebeu 861 pedidos de atendimento por WhatsApp e telefone. Desses, 406 animais foram efetivamente atendidos em clínicas veterinárias credenciadas, e 1.851 animais passaram por castrações, tanto em clínicas conveniadas quanto nos mutirões do programa estadual Castra+ Paraná, realizados nos bairros Bom Jesus e Itaqui.
Também foram atendidos 63 animais silvestres, entre aves, mamíferos e répteis. O custo com atendimento veterinário chegou a R$ 1.062.833,75 no ano, com média mensal de R$ 118 mil, já para alimentar os animais sob cuidado de protetores cadastrados, a Secretaria comprou R$ 99.990,82 em ração, distribuindo 13,88 toneladas ao longo do ano.
Ao todo, foram registradas 570 denúncias de maus-tratos. O número indica que a população está mais atenta e participativa nesta importante causa. O Centro lidera o ranking de denúncias por bairro (45), seguido por Ferraria (33) e Itaqui (26). Os fiscais emitiram 69 notificações e 24 autos de infração só nessa área.
FISCALIZAÇÃO
O Departamento de Controle Ambiental recebeu 1.344 denúncias em 2025, emitindo 241 notificações e 260 autos de infração contra descarte irregular, intervenções em áreas de preservação permanente, supressão ilegal de vegetação e lançamento de efluentes.
O Decreto Municipal nº 318/2025 permitiu a conversão de multas ambientais em investimentos diretos. Foram 24 conversões no ano, totalizando R$ 95.055,45 revertidos a projetos de recuperação ambiental. O dinheiro de infração virou reflorestamento, equipamentos e ações de proteção.
CAMPO LARGO MAIS VERDE
Doação de 5.654 mudas à população ao longo do ano, incentivando a arborização de quintais e calçadas. Nos espaços públicos, a intervenção foi ainda maior: 45 mil mudas ornamentais foram plantadas em mais de 65 praças, parques, rotatórias e canteiros, em duas grandes trocas sazonais de flores.
Ao mesmo tempo, 125 podas técnicas foram realizadas e 75 árvores foram cortadas em área pública, sempre com análise criteriosa de cada solicitação.
Na educação ambiental, as ações alcançaram aproximadamente:
650 alunos em palestras escolares
500 participantes na Ação Troca Consciente
500 participantes na Festa da Primavera
300 participantes na Primavera dos Museus
150 participantes no Dia da Árvore
CIDADES VERDES RESILIENTES
Campo Largo foi selecionada para integrar o grupo das 50 cidades modelo do Programa Cidades Verdes Resilientes, iniciativa do Governo Federal em parceria com a rede internacional C40 Cities. O município realizou seu Inventário de Emissões de CO₂ (ano-base 2022), elaborou o Mapeamento de Riscos Ambientais e está desenvolvendo políticas de mitigação climática alinhadas a compromissos nacionais e internacionais.
Para reduzir sua própria pegada energética, a Prefeitura contratou o projeto técnico de uma usina fotovoltaica municipal, com o objetivo de abastecer integralmente os prédios públicos com energia solar.
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