
Alunos de colégio de Campo Largo
desenvolvem projetos sustentáveis


Em diferentes regiões do Paraná, estudantes da rede estadual têm se destacado pelo desenvolvimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade, à pesquisa científica e à conscientização ambiental.
Por meio dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência, iniciativa que reúne a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Fundação Araucária, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e universidades estaduais, espaços de pesquisa, inovação e aprendizagem estão mais consolidados. Neles, estudantes transformam conhecimento científico em ações com impacto social e ambiental dentro e fora das escolas.
No Colégio Estadual Casemiro Karman, em Campo Largo, 40 estudantes de duas turmas da eletiva do Paraná Integral do Ensino Fundamental II participam do Clube de Ciências Plantando Ideias para um Futuro Sustentável. Eles desenvolveram projetos que unem educação científica, sustentabilidade e impacto social, com destaque para a reciclagem de óleo de cozinha usado. Nem todos os estudantes participam diretamente dos mesmos projetos, pois eles se organizam em grupos de interesse.
Uma das ideias consiste no desenvolvimento de uma linha de produção de sabão sólido e líquido a partir do óleo de cozinha recolhido pela própria comunidade escolar. Ela surgiu a partir de conversas sobre os impactos do descarte incorreto no meio ambiente, especialmente na contaminação da água e do solo.
O material que não é utilizado nas produções dos estudantes é destinado a uma empresa parceira, responsável pelo reaproveitamento na fabricação de glicerina.
Outra iniciativa de impacto é o projeto de vermicompostagem, que utiliza resíduos orgânicos para produção de adubo natural destinado à horta agroecológica da escola. A ideia surgiu do interesse em reduzir resíduos orgânicos e transformar restos de alimentos em adubo natural por meio da ação das minhocas, transformando restos de alimentos em um adubo de alta qualidade para o solo, pois o húmus age muito mais rápido.
As iniciativas ainda estão em fase de desenvolvimento, mas os estudantes já realizaram protótipos das ações desde o ano passado.
Segundo a professora responsável pelo clube, Vanda Gusmão, os projetos surgiram a partir de debates realizados com os estudantes sobre problemas ambientais identificados no cotidiano da comunidade escolar. “Foi um processo colaborativo. Os estudantes pesquisaram temas ligados à sustentabilidade, levantaram problemas ambientais e começaram a discutir possíveis soluções. A partir disso, criamos hipóteses, realizamos testes práticos e planejamos as ações do grupo”, explicou.
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