As estrelas invisíveis que mantêm as rodovias em movimento

Postado por admin 30/06/2026 0 Comentários Economia,

 

Obras de Arte Especiais: as “estrelas invisíveis” que mantêm as rodovias em movimento

 

 

 

Pontes, viadutos, passarelas e túneis são elementos viários tão comuns para quem trafega rotineiramente por uma rodovia que sequer paramos para pensar na importância e, sobretudo, no quão complexas essas estruturas costumam ser. Tecnicamente chamadas de Obras de Arte Especiais (OAEs), elas são peças fundamentais da infraestrutura viária e fazem parte da rotina de conservação e planejamento de uma concessionária como a Via Araucária.

 

A especialista em estruturas, Helena Szortika Quadros, simplifica o conceito: “Podemos pensar as OAEs como grandes elos de ligação. Quando precisamos conectar duas estradas e temos que passar por um rio, um vale, ou uma montanha, só conseguimos fazer isso através de dispositivos específicos como pontes, viadutos ou túneis. Estas intervenções são chamadas de Obras de Arte Especiais”, explica. Além delas, passarelas de pedestres também se encaixam na categoria.

 

Hoje, a Via Araucária cuida de 125 OAEs localizadas ao longo dos 473 quilômetros de estradas federais e estaduais do lote 1 das rodovias paranaenses. Ainda estão previstas a construção de 85 novas estruturas e de 50 intervenções em obras já existentes até o fim do contrato de concessão.

 

Os investimentos previstos para a criação e manutenção destas estruturas são encaradas como ações estratégicas fundamentais para aumentar o conforto de motoristas e pedestres e, sobretudo, para garantir a segurança de quem trafega pelos trechos. Cada ação, seja o estudo da necessidade e viabilidade da realização de uma intervenção do tipo até o monitoramento e preservação das estruturas já construídas, é foco do trabalho diário de dezenas de especialistas.

 

MONITORAMENTO PERMANENTE

 

O trabalho da concessionária não acaba quando as estruturas terminam de ser construídas. Anualmente, as 125 OAEs são inspecionadas pelas equipes da Via Araucária, e a cada cinco anos é feita uma análise ainda mais minuciosa, com os times indo a campo para observar o comportamento da obra e identificar as chamadas “manifestações patológicas”, termo da engenharia que se refere a danos, sintomas ou marcas visíveis que indicam a degradação de uma edificação. “Nós conseguimos, através dessas inspeções, acompanhar a evolução de todos os possíveis focos de problemas e corrigi-los muito antes de se tornarem efetivamente graves”, explica Helena.

 

A tecnologia é uma ferramenta fundamental para agregar mais agilidade a esse processo. A concessionária utiliza escaneamento a laser para gerar modelos 3D das obras, permitindo que a equipe técnica faça parte da inspeção de forma digital, localizando a extensão de cada problema e orientando a ação adequada de reparo à equipe em campo. Quando o reforço se faz necessário, a escolha é por materiais modernos como a fibra de carbono, que reforça fundações e pilares sem acrescentar carga significativa à estrutura.

 

PENSANDO NO FUTURO

 

Para dar conta do crescimento da lista de OAEs programadas, a Via Araucária desenvolveu um sistema de gestão de ativos que ranqueia as obras e define prioridades, incluindo a modelagem de cada estrutura em um tipo de representação digital inteligente conhecido como BIM 3D, uma espécie de “gêmeo digital” da ponte/viaduto/passarela. “Quanto mais anos tivermos de monitoramento, maior será nosso banco de dados e melhor poderemos prever o comportamento dessas estruturas. A estratégia se baseia em aprimorar nossas análises preditivas, presumindo quando possíveis problemas poderão ocorrer e agindo com antencedência”, conta a especialista.

 

De encontro a este plano, a concessionária já trabalha pensando nas possíveis ocorrências climáticas previstas para os próximos anos: todas as Obras de Arte Especiais do trecho de concessão têm sido analisadas para identificar ativos vulneráveis a eventos extremos, implementando monitoramento em tempo real e medidas de macrodrenagem quando necessário.

 

Para Helena, a lógica de cuidado com as OAEs é simples: “Não há como garantir uma vida útil longa a estas estruturas sem um trabalho de conservação e monitoramento permanente. Nosso trabalho é todo pensado para cumprir essas necessidades e manter a curva de conservação acima do mínimo necessário”, completa, reforçando o compromisso da Via Araucária de oferecer rodovias mais seguras, modernas e preparadas para o futuro.

 

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