Campo Largo se torna, oficialmente, Capital Nacional da Louça

Postado por admin 02/07/2026 0 Comentários Economia,

   Campo Largo se torna, oficialmente,

Capital Nacional da Louça

 

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira, 1° de julho, a Lei nº 15.453/2026, oriunda do Projeto de Lei nº 2.896/2024, do deputado federal Paulo Litro (PSD-PR), encerrando uma tramitação que começou em julho de 2024 e passou por audiência pública, parecer favorável em quatro comissões e aprovação sem emendas tanto na Câmara quanto no Senado.

 

 

 

 

Contando com apoio de lideranças locais, o projeto foi aprovado sem emendas na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Na sequência, seguiu ao Senado, onde recebeu parecer favorável na Comissão de Educação e Cultura, sendo aprovado também sem alterações.

 

 

A assinatura reconhece formalmente Campo Largo como Capital Nacional da Louça, valorizando a cultura e a economia do município, cuja vocação industrial já existia muito antes de qualquer projeto de lei.

 

 

Para o prefeito Maurício Rivabem, que participou pessoalmente da audiência pública realizada em 08 de julho de 2025 na Câmara dos Deputados, em defesa do título, a sanção transforma em lei algo que já fazia parte do dia a dia do município: "A louça sempre esteve presente na vida de quem nasce e cresce em Campo Largo, seja trabalhando numa fábrica, seja vendo o pai ou o avô terem feito isso antes. Esse título reconhece esse trabalho e ajuda a levar o nome de Campo Largo para outros lugares", concluiu.

 

 

RECONHECIMENTO HISTÓRICO

 

 

 

 

 A história da louça em Campo Largo remonta à década de 1920, quando famílias de imigrantes italianos encontraram no solo rico em argila e caulim do município matéria-prima para reproduzir um ofício que já dominavam. O que começou em olarias e pequenas fábricas artesanais foi se transformando em parques industriais completos, com nomes que hoje são referência também fora do Brasil.

 

 

Segundo levantamento do Sindicato das Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmicas de Louça e Porcelana, Pisos e Revestimentos Cerâmicos do Paraná (Sindilouça-PR), o polo industrial de Campo Largo responde por cerca de 75% da produção nacional de louça profissional destinada aos setores de hotelaria e gastronomia. O setor emprega, direta e indiretamente, cerca de 3.500 mil pessoas, movimenta mais de R$ 1,2 bilhão por ano e exporta para mais de 40 países. A cidade produz dezenas de milhões de peças de porcelana e cerâmica anualmente.

 

 

Parte dessa capacidade técnica está ligada ao Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas do Paraná (Cestec), vinculado ao campus do Instituto Federal do Paraná em Campo Largo, que forma mão de obra especializada para um setor que combina processos industriais de ponta com técnicas artesanais que atravessaram gerações.

 

 

“Nossa cidade se tornou referência nacional pela qualidade, pela tradição e pela capacidade de inovação de sua indústria”, declarou o presidente do Sindilouça-PR, Fabio Germano. “A aprovação deste projeto, além de uma homenagem, é o reconhecimento de uma vocação que ajudou a moldar a economia, a cultura e a identidade do nosso município.”

 

 

Por se tratar de uma honraria, seu efeito é simbólico, mas também estratégico. Ser considerada Capital Nacional da Louça reforça a identidade de Campo Largo em negociações comerciais, no turismo industrial e na divulgação nacional de um polo que já é conhecido internacionalmente, mas que ganha agora um selo oficial reconhecido por lei federal.

 

 

A primeira grande vitrine após a sanção será a 33ª edição da Feira da Louça de Campo Largo, marcada para 03 a 13 de setembro de 2026. Realizado desde 1991, o evento é considerado um dos principais do setor no país, reunindo indústrias, lojistas e artesãos, contribuindo para levar um pouco da cultura e da história dos campo-larguenses a todo o mundo.

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