Conhecimento da indústria transforma empresa em referência nacional na personalização de porcelanas

Postado por admin 25/07/2026 0 Comentários Economia,

 

 

Conhecimento da indústria transforma empresa em referência

nacional na personalização de porcelanas

 

 

 

 

Produzidas em uma fábrica localizada às margens da BR-277, no bairro Bom Jesus, em Campo Largo, porcelanas personalizadas chegam hoje a clientes de todos os estados do Brasil e ao exterior, em países como Alemanha, Itália, França, entre outros. A Kako Decalques e Porcelanas, fundada em 2016, começou fornecendo decalques a empresas do setor ceramista e aos poucos, ampliou sua atuação para a personalização de peças de porcelana.

 

 

 

 

 

 

À frente da empresa está Arilson Kuzinski, mais conhecido como Kako. Antes de empreender, trabalhou por mais de três décadas nas tradicionais indústrias de porcelana do município, passando pela Schmidt e pela Germer. Quando decidiu abrir a própria empresa, aproveitou todo o conhecimento adquirido nas fábricas.

 

 

 

 

 

"Quando saí da indústria, pensei: o que eu sei fazer? Eu sei fazer decalque. Foi aí que resolvi montar a empresa", relata Kako.

 

Num primeiro momento, o objetivo era apenas fornecer os decalques para as demais empresas do setor. A personalização das porcelanas surgiu depois, quase sem planejamento. "Minha filha Amanda começou a fazer algumas canecas para presentear colegas da faculdade. As pessoas começaram a pedir mais. Foi aí que percebemos que existia um mercado que, até então, a gente não conhecia", conta o empresário.

 

 

 

 

 

As primeiras encomendas fizeram ele investir em equipamentos próprios e ampliar a produção. Hoje, a Kako atende empresas, entidades, eventos econsumidores de diferentes regiões do país e do mundo, produzindo desde peças unitárias até grandes pedidos personalizados.

 

Um dos momentos decisivos para esse crescimento aconteceu durante a pandemia. Enquanto diversos segmentos enfrentavam dificuldades, a procura pelas porcelanas personalizadas aumentou. "A gente fechou um contrato para produzir 20 mil peças. Foi esse serviço que permitiu construir este barracão onde estamos hoje", lembra o proprietário.

 

 

 

 

Atualmente, a empresa conta com 25 funcionários. Parte deles também passou pelas tradicionais indústrias de porcelana do município. Outros aprenderam o ofício dentro da própria Kako. Mesmo com novos equipamentos, uma das etapas mais importantes da produção continua sendo feita manualmente, peça por peça. Depois de impresso, o decalque é aplicado antes da queima, processo que incorpora definitivamente a arte à porcelana. "Muita gente acha que é só colocar um adesivo na caneca. Mas existe todo um processo até a peça ficar pronta”, explica Kako.

 

 

 

 

 

Essa trajetória também será lembrada durante a 33ª Feira da Louça, que acontece entre os dias 3 e 13 de setembro, no City Center Outlet Premium. A edição de 2025 reuniu cerca de 190 mil visitantes e consolidou o evento como uma das principais vitrines da produção ceramista paranaense.

 

Para a Kako, a feira representa mais do que uma oportunidade de negócios. Durante muitos anos, o trabalho da empresa esteve presente no evento sem que os visitantes soubessem. Os decalques produzidos por Arilson estampavam peças expostas por diferentes fabricantes. Somente nas últimas edições a empresa passou a participar com a própria marca.

 

 

 

 

 

Segundo ele, o reconhecimento nacional de Campo Largo também ajuda a valorizar empresas que atuam fora das grandes indústrias, mas preservam o conhecimento técnico construído ao longo de décadas.

 

"Porcelana está no meu sangue. Tudo o que eu aprendi foi trabalhando nas fábricas daqui”, exalta Kako.

 

Além de atender clientes de todo o Brasil e do exterior, a empresa também recebe visitantes interessados em conhecer o processo de produção. Muitos chegam curiosos para entender como uma porcelana personalizada é feita e acabam descobrindo uma etapa da fabricação que normalmente permanece nos bastidores. Kako relata que os visitantes se surpreendem, pois não imaginam quantas etapas existem até a peça ficar pronta.

 

 

 

 

O trabalho desenvolvido pela fábrica também acompanha um momento importante para o setor ceramista. Em julho deste ano, Campo Largo foi oficialmente reconhecida como Capital Nacional da Louça, título concedido por lei federal em reconhecimento à tradição do município na produção de porcelanas.

 

Para Kako, esse reconhecimento também valoriza empresas que fazem parte dessa história. Depois de mais de três décadas trabalhando nas indústrias do município e quase dez anos à frente da própria empresa, ele diz que continua fazendo o que aprendeu nas fábricas. "Eu não fabrico porcelana, mas faço parte da Capital Nacional da Louça.”

 

Por: Duda Boaron

 

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