Dia do Catequista destaca experiência e renovação na formação religiosa

Postado por admin 02/09/2026 0 Comentários Geral,

 

Dia do Catequista destaca experiência e renovação na formação religiosa



No último domingo de agosto é celebrado o Dia do Catequista, data que reconhece o trabalho na formação religiosa de crianças, adolescentes e adultos. A Catequese faz parte da vida de Márcia Lopes há 42 anos. Geovana, aos 17, está no segundo ano como catequista, enquanto concilia os encontros com o último ano da escola e a preparação para o vestibular.

 


Aos 60 anos, Márcia atua na Capela Santo Antônio, no bairro Popular Nova, e começou sua trajetória aos 18 anos. O que começou com uma primeira turma acabou se tornando uma atividade que atravessou diferentes momentos de sua vida.
Alguns dos primeiros alunos hoje levam os próprios filhos e netos para a igreja. Para Márcia, é nesse reencontro que aparece uma das principais marcas do trabalho: aquilo que é ensinado na infância pode permanecer, mesmo que os resultados não sejam percebidos imediatamente. “É a alegria de ver que a semente foi lançada. Eu não vou colher, mas lá na frente alguém vai colher”, conta.


Para ela, a catequese mudou e não se resume mais a apenas transmitir conteúdo. Atualmente, a proposta é de buscar aproximar as crianças da vivência da fé, com atividades e participação das famílias. “A catequese não é ensinar a doutrina. A catequese é você levar aquela criança a ter um encontro com Deus”, explica Márcia.
Márcia destaca que o catequista precisa acompanhar as mudanças da Igreja e do mundo e entender as novas realidades das crianças. Para ela, não é possível permanecer parado diante de gerações que também se transformam.


A história de Geovana, de 17 anos, começou de forma semelhante. A jovem assumiu a primeira turma na Capela Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Vila de Lourdes, no início de 2025. A primeira reação foi de receio. Para se sentir preparada, procurou pessoas que já haviam exercido a função, entre elas a própria catequista que a acompanhou quando criança. “Isso acabou me tocando. Foi aí que aceitei o convite”, relata.


Hoje, ela divide a turma de dez crianças com uma amiga. A preparação dos encontros precisa caber entre as aulas do último ano do ensino médio e os estudos para o vestibular. Geovana conta que o livro utilizado na catequese serve como base, enquanto brincadeiras, dinâmicas, vídeos, histórias de santos e atividades práticas ajudam a aproximar os conteúdos das crianças. Ela conta que as dúvidas, opiniões e experiências trazidas pelas crianças ajudam a pensar em outras formas de conduzir as aulas.

 


Márcia afirma que o catequista precisa olhar para a criança além do conteúdo. Experiente, ela conta que hoje existe uma atenção maior às diferenças entre as crianças e que, o objetivo não é simplesmente ter mais crianças dentro da igreja, mas fazer com que elas compreendam o que estão fazendo e se sintam parte daquele espaço.


Para Márcia, a catequese não pode caminhar separada dos pais. A participação familiar ajuda a transformar o que é trabalhado nos encontros em uma vivência que continua fora da igreja.


Para as duas, quem pensa em ser catequista precisa estar disposto a assumir esse trabalho como um chamado, mas também como uma oportunidade de aprender e crescer junto com as crianças. Márcia destaca que a função exige dedicação e disposição para acompanhar as diferentes realidades. Já a Geovana reforça que é preciso se permitir experimentar. “Deus sempre convida de diferentes formas. Você se sente tocado, e depois vai descobrindo o amor pelo que faz”, afirma a jovem.

Por: Duda Boaron

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