

Algumas autoridades estão colocando a eleição de 2022 em primeiro lugar nas suas decisões, quando deveriam observar a prioridade nas questões de saúde no combate a pandemia do COVID 19. Os governadores e os prefeitos receberam a incumbência de adotar medidas de contenção da doença e existe um conflito com o governo federal. Na semana foi anunciada a troca de Ministro de Saúde e um novo capitulo na novela foi iniciado e a população está aflita, tanto nos hospitais devido a superlotação e falta de leitos, como na vacinação de idosos, onde longas filas se formaram em muitos locais. De um lado, faltam insumos básicos e de no outro, as vacinas enviadas pelo governo federal são insuficientes. A pressão política no Congresso Nacional está se ampliando. Mesmo, os últimos aliados ao presidente Jair Bolsonaro, deputados federais e senadores integrantes do grupo político partidário denominado “CENTRÃO” passam a exigir medidas mais eficientes no combate a pandemia, com uma postura adequada do alto escalão do governo federal. Estão de olho nas eleições de 2022, quando as urnas podem garantir a reeleição ou não, de muitos parlamentares. A troca pura e simples, de Ministro da Saúde, não mudará o quadro caótico existente em todo o país. Sai Pazzuelo e entra Queiroga, não muda muita coisa pelas primeiras palavras proferidas em entrevistas. Uma coisa que a população entende é que sai um general e a pasta passa a ser comandada outra vez por um médico. Como é um cargo de confiança, o presidente é quem manda. O cabo de guerra está armado, os novos aliados de Jair Bolsonaro, no Congresso Nacional que se uniram para eleger os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados podem criar um racha político no governo e os obstáculos se tornarão intransponíveis, principalmente se na cartilha estiverem as diretrizes para a eleição e 2022. As nuvens mudam de formato a cada instante. No horizonte existe um novo adversário a ser observado e a ser batido nas urnas. A liberação de LULA pelo ministro Edson Fachin cria um outro impasse na balança política pesando na luta contra a pandemia. Nos corredores palacianos muitas conversas, mas do irredutível, as coisas passam a ser ponderadas pelo melhor resultado prático.
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