
Vatapá 13 02 2026
Na Boca do Povo

O atual senador e ex-juiz Sergio Moro está numa encruzilhada como postulante à sucessão de Ratinho Jr. no governo do Paraná. Como a candidatura precisa ser oficializada em convenção pelo seu partido, o União Brasil (UB), que por sinal, já anunciou que está junto com o Progressistas (PP) dentro de uma Federação na eleição de 2026. Aí é que está o grande problema do pré-candidato Moro, pois a direção estadual do PP e deputados paranaenses, liderados pelo deputado federal Ricardo Barros declaram abertamente que não apoiam a pretensão do senador. As manifestações de repúdio já foram sinalizadas e comunicadas ao comando nacional, inclusive com a presença do senador Ciro Nogueira, em Curitiba. Os comentários, nos meios políticos, são que o senador Moro não terá vida fácil nas próximas semanas para confirmar a sua candidatura. Um plano B deve ser contado pela base de apoio do senador, inclusive, com decisão de troca de partido no período da Janela Partidária, no mês de março. Se não bastasse isto, Moro possui uma rejeição e um número grande de adversários. O presidente Lula nem quer ouvir o seu nome, o clã Bolsonaro não aposta na sua possível candidatura e o governador Ratinho Jr. terá o seu próprio escolhido. Dentro do estado, Moro terá grande dificuldade na campanha eleitoral, mesmo com as pesquisas indicando liderança. Na corrida eleitoral anterior para o senado, como franco favorito, teve uma grande surpresa, com o avanço de Paulo Martins (atual vice-prefeito de Curitiba) nas últimas semanas e ameaçou na reta de chegada. Os números finais da eleição para o senado indicam que para governador, o senador precisa de fôlego maior, pois as correntes contrárias serão mais fortes. Analisando os três primeiros para o senado em 2022, Sergio Moro (UB), 1.953.188 votos; Paulo Martins (PL), 1.697.962 e Álvaro Dias (PODE), 1.396.089, o cidadão comenta que no momento certo fará a sua escolha, pois governar o estado não é tão simples como sentar numa cadeira de senador. Assim que as definições de filiações partidárias se definirem, o eleitor passa a observar o que será melhor para garantir os bons resultados obtidos nos dois últimos anos do governo Ratinho Jr.
Comissões Câmara I

Na primeira sessão ordinária de 2026, os vereadores de Campo Largo elegeram os componentes das onze comissões. Em 2025, os vereadores aprovaram mais quatro comissões devido aos temas que são tratados pelos parlamentares na tramitação de projetos. Com a dinâmica das reuniões e com a quantidade de matérias tratadas, Campo Largo precisa atender à demanda com pareceres específicos para cada caso. Assim, a composição das comissões permanentes ficou: Comissão de Justiça e Redação, Presidente: Polaco Preto, Relator: André Gabardo e Membro: Victor Bini; Comissão de Finanças e Orçamento, Presidente: Athos Martinez, Relator: Luiz Scervenski, Membro: Sargento Leandro Chrestani; Comissão de Obras e Serviços Públicos, Presidente: Genésio da Vital; Relator: Rogério da Viação, Membro: Tomazina; Comissão de Educação, Saúde e Assistência Social, Presidente: Athos Martinez; Relator: Victor Bini; Membro: Sensei Clóvis; Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Presidente: Rogério das Tintas; Relator: Polaco Preto, Membro: Genésio da Vital; Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania, Segurança Pública e Minorias, Presidente: Tomazina, Relator: Gustavo Torres, Membro: Polaco Preto; Comissão de Ética e Assuntos Especiais, Presidente: Rogério da Viação, Relator: Luiz Scervenski, Membro: Rogério das Tintas; Comissão de Empreendedorismo, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Presidente: Júnior Andreassa, Relator: Athos Martinez, Membro: André Gabardo; Comissão de Esporte e Lazer, Presidente: Genésio da Vital, Relator: Sensei Clóvis, Membro: André Gabardo; Comissão de Legislação Participativa, Presidente: Victor Bini, Relator: Rafael Freitas, Membro: Junior Andreassa; Comissão de Meio Ambiente, Presidente: Sargento Leandro Chrestani, Relator: Luiz Scervenski, Membro: Rafael Freitas.
Comissões Câmara II

Como um “Bebê Reborn”, o vereador do PP apontou que a distribuição dos nomes nas comissões permanentes da Câmara de Campo Largo foi injusta e não obedeceu à proporcionalidade. Na reclamação, indicou que o jurídico precisa rever as composições. A escolha não foi feita por indicação e sim, as onze comissões foram compostas por eleição secreta, uma a uma. Se não apareceu em mais, foi pelo resultado de votos dos vereadores. Pela colocação do secretário da Câmara, vereador Polaco Preto, não tem nada a ser feito, só resta esperar para ocupar uma vaga em futura comissão. Por sinal, está sendo constituída a Comissão de Cultura e Turismo. Uma leitura precisa ser feita nas entrelinhas, coisa de política.
Atritos

Entre a situação e a oposição, numa Casa de Leis, sempre existem discursos ácidos. A Câmara de Campo Largo possui um cenário bem interessante, atualmente. Só um vereador aparece como oposição. Assim, a balança é de 14 de um lado e apenas 1 (um) do outro. Em plenário, o eco e a ressonância ficam abafados. De leitura em leitura de discursos na tribuna, o vereador Gustavo Torres (PP) saiu com uma “pérola” que deixou os colegas intrigados. Afirmou que tem 80 % (oitenta por cento) dos vereadores como amigos. Assim, num cálculo simples, os 20 % (vinte por cento) restantes não são amigos. Sem apontar nomes, os vereadores passam a se perguntar, quem são os 3 (três) não amigos?
Cenário

Nos próximos dias, a base aliada do prefeito de Campo Largo, Maurício Rivabem, deve definir uma posição sobre candidaturas locais para deputado estadual e deputado federal. Com o desempenho eleitoral de 2024, dois nomes surgem como expoentes no processo eleitoral de 2026. Estes dois nomes estão consolidados dentro de seus partidos e assim, não existe intenção de troca de partido, por diversas razões. O presidente da Câmara, Alexandre Guimarães (PDT), dentro da chapa proporcional, pode ter sucesso para deputado estadual e a vice-prefeita, Cris Chemin (MDB), tem uma vaga na chapa para deputada federal confirmada pela direção estadual. Maurício Rivabem pode alavancar as duas candidaturas com o bom desempenho da sua administração e os bons números apontados de governança e transparência, indicados pelo Selo Diamante.
Perguntas da Semana:
I – Será que o Progressistas de Campo Largo lança candidato a deputado estadual com apoio de Sergio Moro?
II – Quais as possíveis dobradinhas de deputado que Alexandre Guimarães fará na eleição de 2026?
III – Em quantos municípios Alexandre Guimarães obteve votos nas eleições anteriores dele de deputado estadual?
IV – Será que Jean Naiser volta a concorrer a um cargo eletivo, em 2026? Em 2024, na eleição de prefeito, somou quase dez mil votos.
V – No PDT, qual a previsão de votos necessários para se eleger? A chapa proporcional define quantos serão os eleitos.
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