

O processo político é dinâmico. As nuvens mudam de formato a cada instante. Nas últimas semanas, o processo da transição no governo federal aponta para a governabilidade. O PT ganhou a eleição com Lula para um terceiro mandato, tendo na vice o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice, filiado ao PSB, depois de décadas no PSDB, como adversário dos petistas. Agora, as propostas de Lula precisam de apoio no Congresso Nacional. Muito está se falando sobre a PEC da Transição, onde o item principal é o Furo no Teto de Gastos. Esta lei precisa ser aprovada neste ano para, já, valer no ano que vem, no início do governo Lula III, e assim, fazer frente as despesas com o Bolsa Família, com o valor apresentado e confirmado em campanha eleitoral. A equipe de transição de Lula, chefiada por Geraldo Alckmin (PSB), busca aprovação no atual Congresso Nacional e as resistências de muitos deputados e senadores precisam ser quebradas. A maioria foi adversária na última campanha eleitoral e é composta por partidos que não fazem parte da base eleitoral. Assim, o time de Lula precisa de aliados no Congresso Nacional, pois caso contrário não governará da forma que anunciou. O principal aliado passa a ser o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), deputado federal reeleito e que pretende mais um mandato a frente do legislativo federal. Na semana, os deputados federais eleitos, em 2022, da base aliada de Lula, PT, PV, PCdoB e PSB anunciou apoio na eleição de Arthur Lira (PP), para presidente da Câmara, em 2023, pois a PEC da Transição precisa de tramitação rápida e o futuro governo necessita da aprovação para não tropeçar no início do mandato. Como uma PEC precisa de 308 votos para ser aprovada na Câmara dos Deputados, a função principal de Arthur Lira neste momento é a aprovação da PEC da Transição, garantindo os quase 200 bilhões de reais para os gastos iniciais do governo Lula III e assim, ter dinheiro para o programa social. As nuvens mudam de formato a cada instante. Assim, em Campo Largo, já, se anuncia um processo político partidário para a eleição municipal de 2024, tendo como centro das atenções, o PT e o PSB. Os siglas devem ordenar a adesão partindo das decisões nacionais.
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